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“Ele é um homicida”, diz delegada sobre o homem que desfigurou uma empresária no Rio de Janeiro

A empresária Elaine Caparróz agradeceu o apoio que vem recebendo. (Foto: Reprodução)

A delegada Adriana Belém, responsável pela investigação do caso de espancamento sofrido pela empresária Elaine Caparróz, 55 anos, avalia que Vinícius Batista Serra, 27, não deve ser tratado como agressor e sim, como um homicida. Adriana diz ainda que trabalha para manter o suspeito preso e afirma que a alegação dada pelo preso de surto psicótico não convenceu a polícia. As informações são do portal de notícias UOL.

“Ele não é agressor. É homicida. Pessoa que toma uma atitude dessa, faz uma monstruosidade dessa é homicida. Estamos correndo atrás de elementos que mantenham ele na cadeia. Espero que esse sujeito fique muito tempo na prisão”, diz. Na segunda-feira, o Tribunal de Justiça decretou a prisão preventiva (por tempo indeterminado) de Serra. Ele está preso no complexo de Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro.

Adriana afirma à reportagem do UOL que investiga se o crime foi premeditado. “Primeiro que ele chega no edifício e não se identifica como Vinícius. Ele dá o nome de Felipe. Essa versão de surto não convence até por outros aspectos – a vítima lutou pela vida, chamou a atenção dos vigilantes e quando um deles bate na porta, ele [Vinícius] diz: pode arrombar. Chega a polícia e ele não lembra de nada?”, questiona.

Vinícius Serra foi preso em flagrante no condomínio da vítima na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Ele deve responder por tentativa de feminicídio, cuja pena é de no mínimo quatro anos de prisão.

O juiz Alex Quaresma Ravache, que presidiu a audiência, também determinou o encaminhamento do suspeito para avaliação médica psiquiátrica. Em 2016, Serra foi acusado pelo próprio pai de agredir o irmão deficiente físico. O pai também teria levado um soco no rosto.

O irmão da vítima, Rogério Caparróz, disse ao UOL que o estado de saúde da empresária tem evoluído. “As sequelas neurológicas já foram descartadas. Agora é a parte estética e também o lado psicológico. Ela está muito abalada, às vezes diz frases desconexas e tem momentos de pânico”, explica.

Em um vídeo divulgado hoje nas redes sociais, Elaine disse que “está tudo bem” e agradeceu o apoio que vem recebendo. Procurado pelo UOL, Rogério não se pronunciou sobre a veracidade do vídeo.

Elaine teve fraturas múltiplas no rosto, contusão no pulmão e apresentou insuficiência renal. Logo após a agressão, ela foi levada ao hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra e depois foi transferida para uma unidade particular.

Na segunda-feira, ele chegou a dizer na porta do hospital que não reconhecia a irmã devido aos hematomas no rosto. “Cada vez que eu vejo a minha irmã, eu não consigo reconhecê-la…Aquela pessoa que está ali desfigurada não representa diretamente a fisionomia da minha irmã. Ele deixou minha irmã numa situação que eu não reconheço. E toda vez que chego lá para visitar minha irmã fico chocado. Não tem momento em que você se acostuma com aquela imagem”, afirmou.

Vinícius e Eliane se conheceram pela internet e trocaram mensagens durante oito meses até marcar o primeiro encontro que ocorreu no apartamento da empresária. De acordo com o relato da própria vítima, ele pediu para dormir na casa dela e após adormecer, ela foi acordada com as agressões. “Ele falou: deita no meu ombro para a gente dormir abraçadinho, para dormir juntinho. Aí eu falei: tá bom. Eu acordei com ele me esmurrando a cara”, diz em vídeo exibido pela TV Globo no domingo.

Os gritos por ajuda foram ouvidos pela polícia e por vizinhos e funcionários do edifício que acionaram à polícia. Serra tentou deixar o imóvel, mas foi localizado pelos funcionários que impediram sua saída. Ele foi detido pela PM. No apartamento, Elaine foi encontrada desfigurada, sobre uma poça de sangue e com muitos hematomas pelo corpo.

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