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“Ele não tinha intenção de matar. Era só de lesionar”, disse o advogado do homem que esfaqueou Bolsonaro

Agressor confesso do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira, chegou à sede da Justiça Federal, em Juiz de Fora, sob um forte esquema de segurança. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O advogado do homem que esfaqueou Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) na quinta-feira (6) disse que o cliente confessou o crime e que não tinha intenção de matar o presidenciável do PSL. Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, está preso. As informações são do portal de notícias G1 e da Agência Brasil.

“Ele não tinha intenção de matar, em momento algum. Era só de lesionar”, disse Pedro Augusto Lima Possa.

Segundo o advogado, o agressor disse que agiu por “motivações religiosas” e de “cunho político”. O agressor chegou nesta sexta-feira (7) à sede da Justiça Federal, em Juiz de Fora, sob um forte esquema de segurança.

Possa afirmou não saber se outras pessoas participaram do crime. Na casa do agressor a polícia recolheu um computador e um celular.

Adélio havia se mudado para Juiz de Fora em busca de emprego, segundo o advogado, e trabalha como garçom. Ele é natural de Montes Claros, cidade mineira a cerca de 800 km.

O candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro, levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), na tarde desta quinta-feira (6). Ele era carregado nos ombros por apoiadores quando um homem se aproximou e o feriu na barriga. O agressor foi preso pouco depois.

Bolsonaro foi socorrido e levado à Santa Casa de Misericórdia da cidade. O hospital informou que ele deu entrada na emergência, por volta de 15h40, com “uma lesão por material perfurocortante na região do abdômen”. Segundo os médicos, Bolsonaro chegou com a pressão baixa por causa da perda de sangue.

O candidato teve lesões nos intestinos delgado e grosso e passou por uma cirurgia que durou cerca de 2 horas e terminou por volta das 19h40. Um dos médicos que operou o candidato, Luiz Henrique Borsato, disse que a estimativa é de que Bolsonaro fique de uma semana a 10 dias internado em recuperação.

Filho

O filho do deputado e candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, deputado estadual Flávio Bolsonaro, chegou por volta das 17h30min desta sexta-feira (7) ao Hospital Albert Einstein, no bairro Morumbi, para visitar o pai, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Flávio disse que, embora ainda não tenha consultado a Polícia Federal, acredita que se trata de uma ação planejada.

“Ao que parece não agiu sozinho, [dizem] que ele é maluco, que não sabia o que estava fazendo, um cara desvairado, mas não. Foi premeditado. Ninguém sai de casa para enfiar faca na barriga dos outros sem querer, por acaso”, disse.

Flávio disse, em resposta às críticas à proposta de Jair Bolsonaro de ampliação do acesso às armas, que “quem mata as pessoas não são as armas”.

“Com uma faca ele poderia ter matado o meu pai. Então quem mata pessoas são pessoas, não é uma faca, uma arma. A gente vai continuar com a nossa luta, defendendo aquilo que a gente acredita”, afirmou.

O último boletim médico informa que Jair Bolsonaro está “em boas condições clínicas”. A equipe médica disse ainda que está dando continuidade ao tratamento iniciado na cidade mineira. “O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde realizou exames laboratoriais e de imagens e foi avaliado por equipe multiprofissional”, diz o boletim.

O próximo boletim médico será divulgado neste sábado (8), às 10h.

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