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“Ele precisa dizer de onde saiu o dinheiro”, disse o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, sobre o ex-motorista de Flávio Bolsonaro

Mourão disse que Queiroz foi seu soldado em 1987, quando deixou as Forças Armadas. (Foto: Reprodução/TV)

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, disse neste sábado (8) que falta explicação para o caso de Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio Bolsonaro que está em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) anexado à Operação Furna da Onça por ter movimentado R$ 1,2 milhão em um ano. “O ex-motorista, que conheço como Queiroz, precisa dizer de onde saiu este dinheiro. O Coaf rastreia tudo. Algo tem, aí precisa explicar a transação, tem que dizer”, afirmou Mourão.

A reportagem perguntou se a explicação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi satisfatória. “Ele colocou a justificativa dele. Ele já disse que foi um empréstimo. O Queiroz precisa explicar agora”, declarou o vice.

Mourão disse que Queiroz foi seu soldado em 1987, quando deixou as Forças Armadas. E como era seu desempenho? “Excelente soldado”.

O vice-presidente eleito defendeu que o governo dê explicações sempre à sociedade, sem se furtar quando cobrado: “senão fica parecendo que está escondendo algo”.

Ele respondeu a afirmação acima ao ser questionado sobre qual era sua avaliação sobre a postura do futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que se irritou na sexta-feira (7) ao ser questionado sobre o assunto por jornalistas. “Ele tá estressado. Quando responde daquele jeito, parece que tem culpa no cartório. Quando me perguntam, eu respondo claramente, com tranquilidade. Temos que falar”.

Sobre a diferença do desgaste e necessidade de explicações por parte do governo em relação aos casos de Onyx Lorenzoni – que já admitiu ter recebido caixa 2 – e o caso envolvendo o ex-motorista, que depositou R$ 24 mil na conta de Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama, ele respondeu: “É diferente. No caso do Onyx, o dinheiro foi na conta dele. Bolsonaro já explicou o motivo pelo qual foi para a conta de Michelle”.

Saída em caso de ilicitude

“Uma vez que seja comprovado que houve a ilicitude é óbvio que o ministro Onyx, ele terá que se retirar do governo, mas por enquanto é uma investigação e ele prossegue aí com as tarefas dele. Nada mais do que isso”, disse Mourão.

Onyx afirmou que, com a abertura do procedimento investigatório, terá oportunidade de prestar esclarecimento sobre o caso à Justiça “a exemplo do que já foi feito diante da opinião pública de meu Estado e da sociedade brasileira”.

Papel do vice-presidente

Uma declaração de sentido dúbio do general Hamilton Mourão chamou atenção em uma  longa entrevista concedida à jornalista Míriam Leitão sobre seu lugar como futuro vice-presidente de Jair Bolsonaro: “Estou aqui para substituir o presidente, por isso acompanharei todos os assuntos de governo, pensarei em soluções, para estar preparado caso o presidente me chame para conversar”.

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