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Em almoço com Bolsonaro e os presidentes do Supremo e do Senado, Rodrigo Maia pediu respeito às decisões dos Três Poderes

No último fim de semana, Bolsonaro almoçou na residência de Rodrigo Maia. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Anfitrião de um almoço que reuniu a cúpula dos Três Poderes neste sábado (16), em Brasília, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o respeito às decisões do Executivo, do Judiciário e do Legislativo, mesmo quando elas não agradarem a algum dos Poderes.

“Se o Supremo, por exemplo, tomar uma decisão que me desagrade, eu tenho que respeitar a decisão”, afirmou Maia após o almoço, um churrasco na residência oficial do presidente da Câmara. A declaração de Maia ocorreu após ministros do Supremo Tribunal Federal serem alvos de ataques nas redes sociais e de críticas de procuradores da Lava-Jato. O motivo foi a decisão que definiu a Justiça Eleitoral como foro competente para julgar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro quando associados ao caixa dois.

Integrantes do partido de Bolsonaro, o PSL, inflaram essa reação. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), por exemplo, chegou a ir para a frente do STF, com um alto-falante, ameaçar os ministros de impeachment.

Questionado sobre o fato de o próprio Bolsonaro ter compartilhado um vídeo do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), com críticas à decisão do Supremo, Maia disse não ter falado com o presidente sobre o assunto e pregou a “liberdade de expressão”.

“Toda crítica precisa ser respeitada em um País que quer ser democrático, garantindo a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Mas a crítica não pode passar para uma agressão. Principalmente em relação a um Poder que tem como função resguardar a Constituição”, disse. “Não pode atacar e desrespeitar os ministros do Supremo.”

Confraternização

Além de Maia e Bolsonaro, participaram da confraternização o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e 15 ministros do governo. Segundo os participantes, a tônica do encontro foi a união entre os Poderes.

“Foi um almoço social, sem agenda de trabalho”, disse o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, que chegou de calça jeans e camisa polo ao encontro. “O próprio convite para o almoço já simboliza uma união dos três Poderes. Às vezes, se resolve mais coisas em um churrasco do que em uma reunião formal”, afirmou.

Responsável pela articulação política do governo, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o encontro foi uma demonstração de que há um diálogo entre os três Poderes da República. Para ele, o governo não pode mais ter conflitos.

“O Brasil precisa sair do conflito, as autoridades máximas precisam saber sentar à mesa para conversar. É importante que Poderes possam dialogar porque há um imenso desafio a ser vencido. É uma obrigação que os Poderes possam dialogar. O governo Bolsonaro busca o diálogo e o entendimento e esse encontro mostra isso”, disse.

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