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Em apenas seis meses de presidência, Donald Trump vê sua popularidade cair para 36%

O presidente norte-americano foi empossado em 20 de janeiro. (Foto: Reuters)

Antes mesmo de completar seis meses na Casa Branca, o presidente norte-americano Donald Trump, empossado em 20 de janeiro, vê sua popularidade cair seis pontos entre abril e julho, em meio a dificuldades para avançar em sua agenda legislativa, segundo uma pesquisa publicada neste domingo. A popularidade de Trump passou de 42%, em abril, para 36%. Da mesma forma, o índice de desaprovação do governo subiu cinco pontos, passando para 58%. Os dados são de uma pesquisa dos veículos Washington Post-ABC News, envolvendo uma amostra de 1.001 adultos.

O magnata não foi capaz de obter uma vitória significativa no Congresso até o momento. A reforma do sistema de saúde, uma promessa central de sua campanha, continua paralisada em meio a desavenças entre seus próprios aliados republicanos.

Um total de 48% dos entrevistados disseram que “desaprovam fortemente” o desempenho do governante, uma marca que nunca foi batida pelos democratas Bill Clinton e Barack Obama, e só ocorreu uma vez, com George W. Bush, durante seu segundo mandato.

Também 48% dos entrevistados afirmaram que observam um enfraquecimento da liderança americana global desde a chegada de Trump ao poder, enquanto somente 27% acreditam que a liderança do país se fortaleceu.

Opiniões de republicanos e de democratas sobre o suposto conluio entre Trump e Putin durante a campanha para as eleições presidenciais dos EUA em 2016 também foram colhidas nessa pesquisa.
Apenas 33% dos republicanos acreditam que a Rússia tenha tentado influenciar a eleição, contra 80% dos democratas. E somente 7% dos republicanos disseram que esforços russos ajudaram a campanha de Trump, em comparação com 65% dos democratas.

No total, 60% dos adultos americanos disseram que a Rússia tentou fazer pender a balança nas eleições – o novo percentual mostra um ligeiro aumento em relação aos 56% verificados em abril.

A pesquisa, realizada entre 10 e 13 de julho, tem uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Ofensiva

Trump retomou neste domingo (16) sua ofensiva. Em tuítes, Trump criticou a sondagem que indicou o aumento da desaprovação de seu governo, defendeu seu filho mais velho, Donald Trump Jr., da polêmica que envolve seu encontro com uma advogada russa, atacou Hillary Clinton e recorreu ao seu tom mais forte contra um de seus alvos prediletos, a imprensa.

Tuítando de seu clube de golfe privado em Bedminster, em Nova Jersey, onde ele está passando o fim de semana, Trump criticou a mídia pela cobertura da divulgação dos e-mails em que seu filho mais velho, Donald Trump Jr, realizou uma reunião no ano passado com uma advogada russo supostamente conectada ao Kremlin que ofereceu informações prejudiciais a Hillary Clinton, sua adversária na campanha.

“Hillary Clinton pode ilegalmente conseguir as perguntas do debate e deletar 33 mil e-mails mas meu filho Don está sendo desprezado pela imprensa FakeNews?”, ele tuitou antes das 7h da manhã, no horário local. Quarenta minutos depois, ele continuou: “Com todos essas fontes anônimas falsas, uma cobertura extremamente tendenciosa e fraudulenta, a #FakeNews está distorcendo a democracia em nosso país”. (AG e AFP)

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