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Em busca de investimentos, o governador gaúcho encerra neste sábado a sua primeira viagem internacional

Iniciado em Nova York, giro prossegue em Londres. (Foto: Divulgação/Twitter)

Após encerrar quatro dias de viagem oficial em Nova York (Estados Unidos), no começo da noite dessa quinta-feira o governador gaúcho Eduardo Leite e sua comitiva de secretários embarcaram para Londres (Inglaterra), onde permanecerão até este sábado. O giro pelo exterior – o primeiro do tucano desde que assumiu o cargo, em janeiro – tem por objetivo “vender o peixe” do Estado para bancos, investidores e universidades.

“Seguimos para a Europa com o mesmo propósito de expor o Rio Grande do Sul e colocá-lo no radar de investidores”, ressaltou. Na agenda, uma reunião-almoço no Credit Suisse e a participação no evento Brazil Forum UK 2019, além de um debate sobre democracia na London School of Economics, uma das mais tradicionais instituições de ensino do Reino Unido.

Nova York

Leite fecgou a série de compromissos em Nova York com uma palestra no Infra América Latina GRI, reunião de investidores, financiadores, holdings e operadores latinoamericanos e internacionais na área da infraestrutura. As ações dos novos governos eleitos estiveram entre os focos dos debates, que buscam soluções para promover o desenvolvimento do continente.

O chefe do Executivo gaúcho participou da cerimônia de abertura. Durante os dois dias do evento são realizados compartilhamento de soluções para os desafios mais comuns dos mercados emergentes, construção de oportunidades de negócios com investidores globais e debates de temas estratégicos para o futuro do setor de infraestrutura. Executivos de mais de 20 países participam do encontro.

Eduardo Leite avaliou como extremamente positiva a viagem: “Apresentarmos o Rio Grande do Sul e as grandes oportunidades de negócios para bancos e investidores. Muito se fala sobre a crise financeira do Estado, mas estamos aqui para mostrar que, muito além do problema fiscal do governo, representamos a quarta economia do Brasil, com a melhor universidade federal, dois dos melhores parques tecnológicos do país, capital humano e um espaço territorial privilegiado”.

De acordo com o Palácio Piratini, as diferentes reuniões possibilitaram que Leite e os secretários que o acompanham expusessem as possibilidades de negócios, especialmente a partir da disposição do governo em fazer privatizações no setor de energia, concessões de estradas e parcerias com o setor privado em áreas como saneamento.

“Vamos seguir trabalhando para que o Rio Grande do Sul siga ganhando espaço aos olhos dos investidores para gerarmos emprego, renda e novas oportunidades”, frisou. “É importante que exista essa troca: que os investidores saibam o que estamos fazendo e que tenhamos conhecimento das demandas deles para que possamos aperfeiçoar os projetos, a fim de atrair o investimento.”

Agendas estratégicas

O secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, participou de todas as agendas e destacou que o ajuste fiscal do Estado não vingará sem crescimento econômico: “Estamos fazendo a nossa parte, buscando alternativas e novas receitas, e controlando as despesas. O Estado tem excelentes oportunidades e não podemos perder isso de vista. Esta viagem é altamente estratégica diante do nosso programa de privatizações, concessões e diferentes formas de parcerias com o setor privado”.

Bruno Vanuzzi, secretário de Parcerias, lembrou que um ciclo de investimento em infraestrutura em setor público é sempre muito longo. O diálogo estabelecido com investidores de vários bancos foi importante para ter um feedback em relação ao que vem sendo feito: “Foi uma agenda muito positiva e consistente. O relacionamento que obtivemos foi muito qualificado e abre portas para que consigamos fazer bons negócios”.

Responsável pela secretaria que engloba as três companhias que aguardam autorização para privatização na Assembleia Legislativa, Artur Lemos Júnior, do Meio Ambiente e Infraestrutura, reforçou que os projetos deverão ser enviados nos próximos dias ao Legislativo: “Tivemos a chance de ampliar a gama de investidores que podem ver o RS como uma possibilidade de investimento”.

(Marcello Campos)

 

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