Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Operação nacional contra o tráfico de drogas dentro e fora das escolas tem mais de 450 detidos

Em dois dias, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu quase 1 milhão de maços de cigarros contrabandeados no litoral gaúcho

A última apreensão ocorreu na BR-101, no município de Osório. (Foto: PRF/Divulgação)

Em apenas dois dias, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu quase 1 milhão de maços de cigarros contrabandeados no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A última apreensão ocorreu na noite de quinta-feira (08), na BR-101, em Osório, quando foram encontradas 475 mil carteiras de cigarros do Paraguai.

Durante fiscalização de combate à criminalidade na rodovia, por volta das 20h, os policiais rodoviários federais abordaram um caminhão emplacado em São Paulo e uma carreta de Igarapé (MG) que entraram em um posto de combustíveis a 500 metros de onde ocorria a blitz.

Um dos motoristas alegou que o veículo estava vazio. Após vistoria, foram localizadas centenas de caixas de cigarros contrabandeados do Paraguai. No total, foram encontradas 950 caixas nos dois caminhões. O veículos, os motoristas e a carga foram encaminhados para a sede da PF (Polícia Federal) em Porto Alegre.

Na terça-feira (06), 400 mil maços de cigarros contrabandeados foram apreendidos pela PRF em Torres. A mercadoria estava escondida em dois caminhões que transportavam laranjas na BR-101.

Contrabando

Quarenta e oito por cento do total de cigarros consumidos no Brasil é oriundo do contrabando, principalmente do Paraguai, que tem o menor imposto do mundo para o produto, segundo o ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). Esse crime financia outros mais graves, como o tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, sonegação, corrupção e trabalho escravo.

“Há um sentimento de impunidade, de baixo risco, o que incentiva o contrabando”, disse o presidente do ETCO, Edson Vismona. “O espaço das fronteiras está sendo ocupado pelo crime organizado. Não podemos aceitar isso. Precisamos formular políticas para combater o crime, para fortalecer o desenvolvimento, a integração”, afirmou Vismona. “Temos que ter uma visão mais de integração entre os países. A fronteira não pode ser um espaço abandonado. Temos que cuidar da nossa segurança”, prosseguiu.

“Temos que defender o mercado legal. O ETCO articula ações para isso. Estimula a ética concorrencial, a defesa da lei. Os países mais desenvolvidos têm índices elevados de respeito à lei, à ética. O grande desafio do século 21 é a defesa da legalidade”, concluiu o presidente do instituto, fundado em 2003.

O delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu (PR), Rafael Rodrigues Dolzan, ressaltou que os maiores desafios enfrentados pelas autoridades na região são os crimes transnacionais, os riscos da atividade (confrontos armados e acidentes) e as organizações criminosas, entre elas o PCC (Primeiro Comando da Capital), que tem forte atuação nessa área. A apreensão de drogas é diária. Armas são apreendidas cerca de duas vezes por semana.

Conforme Dolzan, os bandidos estão usando cada vez mais tecnologia, logística qualificada e armamento pesado. Desde o início dos anos 2000, comecaram a ser feitas operações integradas de longa duração na fronteira com o Paraguai. Nos últimos 15 anos, as apreensões de produtos ilícitos na região totalizam 1,2 bilhão de dólares.

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