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Em encontro nos Estados Unidos, Donald Trump e Bolsonaro celebram “o fim do socialismo” nas Américas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu Bolsonaro na Casa Branca. (Foto: Divulgação)

Em uma entrevista conjunta nos jardins da Casa Branca, os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, mostraram o tom amistoso que predominou durante o encontro que os dois tiveram a portas fechadas, no Salão Oval, nesta terça-feira (19).

Elogiando a campanha do colega brasileiro, Trump disse que “o ocaso do socialismo chegou no nosso Hemisfério Ocidental”, saudou a ajuda do Brasil em relação à crise na Venezuela, afirmou que os dois países estão comprometidos em reduzir barreiras comerciais e disse que irá designar o Brasil como aliado extra “até mesmo da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”.

“Hoje, eu e Bolsonaro falamos sobre Venezuela. O Brasil tem sido líder no retorno da Venezuela à democracia. Foi uma das primeiras nações a reconhecer o presidente legítimo [Juan] Guaidó [que se autoproclamou presidente interino em janeiro]. Temos que parabenizar o povo brasileiro pela ajuda humanitária”, afirmou o americano, aproveitando para fazer campanha em uma referência velada aos democratas, os quais chama de socialistas.

“Pedimos aos militares da Venezuela que parem de apoiar Maduro, que não é mais do que uma marionete de Cuba. O ocaso do socialismo chegou no nosso Hemisfério Ocidental e no nosso país também”, prosseguiu Trump.

Questionado por uma repórter americana sobre como ficarão as relações entre Brasil e Estados Unidos caso um adversário de Trump vença as eleições de 2020, Bolsonaro afirmou acreditar na reeleição do atual presidente: “É um assunto interno e respeitaremos o resultado das urnas em 2020. Mas eu acredito piamente na reeleição do presidente Trump”.

Sobre a questão política na Venezuela, Bolsonaro disse que o “combate ao terrorismo e crime organizado são questões de urgência para os nossos povos”. “O restabelecimento da democracia na Venezuela é de interesse de nossos governos. No momento, estamos neste ponto: faremos o que for possível, juntos, para acabar com a ditadura venezuelana.”

Ao ser perguntado sobre uma possível intervenção militar, no entanto, o presidente brasileiro foi mais cauteloso: “Tem certas questões que se você divulgar deixam de ser estatégicas. Essas questões não podem se tornar públicas. Certas informações, se vierem à mesa, não podem ser debatidas de forma pública. É uma questão de estratégia e tudo o que tratarmos aqui será honrado”.

Trump, por sua vez, voltou a dizer que os Estados Unidos estão “abertos a todas as possibilidades e opções” e afirmou que até cogita a entrada do Brasil na Otan: “Pretendo designar o Brasil como um grande aliado não integrante da Otan ou mesmo, possivelmente, se começarmos a pensar nisso, talvez um aliado da Otan”.

“Tenho que conversar com muita gente, mas talvez um aliado da Otan, o que seria um grande avanço na segurança e cooperação entre nossos países”, completou Trump.

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