Últimas Notícias > Notícias > Brasil > “Ideia de Macron de internacionalizar Amazônia é absurda”, afirma Dilma

O PT afirma que o envolvimento do nome do partido no caso dos hackers é uma “farsa”

Advogados de Walter Delgatti Neto reafirmam que ele foi fonte do site The Intercept. (Foto: Reprodução de internet)

Citado por um dos presos no inquérito sobre a invasão de celulares de autoridades, o PT divulgou uma nota neste sábado (27) chamando o envolvimento do seu nome no caso de “farsa”.

Em depoimento à PF (Polícia Federal), o DJ Gustavo Henrique Elias Santos disse que Walter Delgatti Neto, que confessou ter obtido conversas de procuradores da Lava-Jato, era “simpatizante do Partido dos Trabalhadores”. Segundo o DJ, Delgatti disse que iria vender o conteúdo das contas do Telegram de autoridades ao partido, mas não informou nenhum nome.

O PT afirmou que “sempre foi alvo desse tipo de farsa, como ocorreu na véspera da eleição presidencial de 1989, quando a polícia vestiu camisetas do partido nos sequestradores do empresário Abílio Diniz antes de apresentá-los à imprensa.”

O PT disse ainda que “tomará as medidas judiciais cabíveis contra os agentes e os responsáveis por mais esta farsa. Quem deve explicações ao País e à Justiça é Sérgio Moro, não quem denuncia seus crimes.”

Celulares 

Durante evento em Manaus na última quinta-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que eventuais ações de hackers em seu aparelho celular “não vão encontrar nada que comprometa”.

“Eu achar que meu telefone não estava sendo monitorado por alguém seria muita infantilidade. Não apenas por eu ser capitão do Exército, conhecedor da questão da inteligência. Sempre tomei cuidado nas informações estratégicas, essas não são passadas via telefone. Então, não estou nenhum um pouco preocupado se porventura algo vazar aqui no meu telefone. Não vão encontrar nada que comprometa. Perderam tempo comigo”, declarou.

Bolsonaro explicou que discute apenas pessoalmente, no gabinete, questões tratadas com outros chefes de estado, como “no tocante à Venezuela” e “questões estratégicas para o Brasil”.

Em junho, quando o site The Intercept começou a publicar conversas atribuídas ao ministro Sérgio Moro pelo aplicativo de mensagens Telegram, Bolsonaro disse não seguir recomendação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) de utilizar um celular protegido com um programa de criptografia para se comunicar. Ele afirmou, naquela ocasião, não ter “nada a esconder”.

Onyx

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também comentou a informação sobre o ataque de hackers aos celulares do presidente. Onyx disse acreditar que o episódio será “controlado”, já que a PF e Abin (Agência Brasileira de Inteligência) atuam no caso.

Segundo Onyx, a comunicação entre Bolsonaro e ministros não passou, ainda, por mudanças de protocolo. O WhatsApp, por exemplo, é usado pelo primeiro escalão do governo. “Não tem nenhuma medida até o presente momento de alteração na rotina”, disse Onyx.

Deixe seu comentário: