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Em seu primeiro dia como ministro, o general Ramos almoça no bandejão. “Sempre almocei com meus soldados”, disse

Apesar de ter assumido oficialmente apenas nesta quinta-feira, Ramos vem trabalhando nos bastidores desde que foi anunciado, ligando para parlamentares. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em seu primeiro dia como ministro da Secretaria de Governo, nesta quinta-feira (04), o general Luiz Eduardo Ramos almoçou no bandejão do Palácio do Planalto. “Vou comer onde? Sempre almocei com meus soldados”, disse. Quem passava, parabenizava-o ou pedia uma selfie.

Apesar de ter assumido oficialmente apenas nesta quinta-feira, Ramos vem trabalhando nos bastidores desde que foi anunciado, ligando para parlamentares. Ramos assumirá a articulação do governo com o Congresso, hoje atribuição da Casa Civil, depois da reforma da Previdência.

O ministro disse que “não se troca técnico durante o jogo”, e que vai trabalhar junto com Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil. Seu primeiro compromisso nesta tarde será audiências com os governadores de Roraima e Rondônia, agendas que já estavam marcadas desde a gestão do seu antecessor, Santos Cruz.

Orações

“Orem por mim em Brasília.” O pedido foi repetido várias vezes pelo novo ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos. Ele caminhava ao lado de seu sucessor no Comando Militar do Sudeste, o general Marco Antonio Amaro dos Santos, em direção ao carro de onde desembarcaria o vice-presidente, general Hamilton Mourão. Ramos rogou por preces aos convidados que foram assistir à cerimônia de transmissão de cargo dele para Amaro.

Ramos vai substituir no Planalto o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso de despedida, Ramos disse esperar não decepcionar os amigos que deixou em São Paulo. “Sei que sou um general impetuoso e agoniado, mas assim sou e não mudarei.”

Afirmou ainda sentir uma dor no peito ao deixar a farda “que permanecerá impregnada até a minha medula”. “E o coturno no armário com o sentimento de cumprimento do dever e o amor à Pátria. Jamais deixarei de ser soldado. Não importa a aparência externa e sim a essência. Sou combatente. Assim minha alma foi forjada nesses 46 anos de serviço”.

O novo ministro também citou a Bíblia e disse que pede a Deus “a sabedoria de Salomão e a capacidade e articulação de José do Egito”. Disse ainda que se apresentará para a “honrosa missão imposta pelo senhor”. “Obrigado, presidente, por confiar em mim tarefa vital. Sob a sua liderança, alçaremos voos juntos e nos lançaremos nesse salto gigante rumo ao futuro mais promissor do Brasil.”

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