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Em artigo publicado em um jornal francês, Lula disse ser vítima de uma “farsa judiciária” e pediu eleição “democrática”

"Eu sou candidato para devolver aos pobres e aos excluídos sua dignidade", afirmou o petista no texto. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente Lula criticou a “farsa judiciária” da qual se diz vítima e exigiu uma eleição presidencial “democrática, com todas as forças políticas”, incluindo o seu nome, em um artigo publicado nesta quinta-feira (17) no jornal francês Le Monde.

“Enquanto presidente, eu defendi, por todos os meios, a luta contra a corrupção e não aceito que me atribuam esse tipo de crime pelo viés de uma farsa judiciária”, escreveu o petista, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção. Lula está preso desde o início de abril em Curitiba (PR). O jornal não explicou como obteve o texto, intitulado “Porque eu quero voltar a ser presidente”.

Essas eleições “serão democráticas apenas se todas as forças políticas puderem participar delas de forma livre e justa”, defendeu Lula, apresentando a sua candidatura como “uma proposta para que o Brasil encontre o caminho da inclusão social, do diálogo democrático, da soberania nacional e do crescimento econômico para a construção de um País mais justo e solidário”.

“Eu sou candidato porque sei que eu posso fazer de modo que o País retome o caminho da democracia e do desenvolvimento para nosso povo”, afirmou ele em um longo artigo de opinião, que soa como um discurso de campanha.

“Eu sou candidato para devolver aos pobres e aos excluídos sua dignidade, para garantir seus direitos e lhes dar esperança de uma vida melhor”, acrescentou Lula, destacando o fato de “dominar, com uma forte margem, as pesquisas de intenções de voto no Brasil”.

“Ao curso dos oito anos, durante os quais eu governei este País, nós tiramos 36 milhões de pessoas da extrema miséria. Nosso País conheceu um prestígio internacional excepcional”, insistiu. Hoje, “depois do golpe de Estado parlamentar, que abriu caminho para um programa neoliberal”, a taxa de desemprego atinge 13,1 %, contra 4,7 % em dezembro de 2014.

“A pobreza aumentou, a fome voltou a cercar, e as portas das universidades voltam a se fechar para os filhos da classe trabalhadora. Os investimentos para pesquisa despencam”, e o Brasil “se tornou um pária da política externa”.

“Candidato à Presidência, eu prometi, eu lutei e eu mantive minha promessa para que todos os brasileiros tivessem o direito a três refeições por dia e não conhecessem a fome que eu conheci quando criança. Não submeti meu País e suas riquezas naturais aos interesses estrangeiros”, frisou Lula.

Dilma

“É importante que as eleições não sejam manipuladas”, afirmou a ex-presidente Dilma Rousseff em entrevista à rede britânica BBC, na quarta-feira (16), quando perguntada se os brasileiros aceitariam o resultado do pleito sem o ex-presidente Lula.

“É importante que a população brasileira tenha convicção disso [da não manipulação]”, disse Dilma. “Você não acha que houve um golpe no Brasil, eu acho que houve. E eu tenho mais experiência de golpe que o senhor”, disse ao entrevistador Shaun Ley.

“Eu vivi um golpe da ditadura militar dentro de uma prisão. Eu sei a capacidade da elite brasileira de ser golpista. Há um processo no Brasil e ele tem que ser interrompido pelo bem dos brasileiros”, afirmou a ex-presidente.

Para ela, quem pode ajudar a interromper esse processo e estabilizar as condições democráticas do País é Lula, que cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP).

“Temos que restabelecer as condições democráticas, inclusive nas instituições. Eu acredito, de uma forma muito forte, que o presidente Lula pode ajudar nessa estabilização”, disse Dilma. “Eu acredito em mais do que isso. Preso ou solto, condenado ou absolvido, ele será necessariamente uma presença na reconstrução do Brasil.”

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