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Em um ato de aniversário do PT, a sua presidente disse que o partido não está “morto ou enfraquecido”

A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que uma das provas do "vigor" do partido foi o resultado das eleições de outubro. (Foto: Paulo Pinto/PT)

A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), disse no sábado (9) que o partido não está “morto ou enfraquecido”, como quer “bradar a turma de Jair Bolsonaro” e afirmou que uma das provas do “vigor” do partido foi o resultado das eleições de outubro, com o ex-candidato à presidência Fernando Haddad recebendo 45 milhões de votos. A s informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gleisi fez discurso durante ato para a comemoração do aniversário de 39 anos do PT em evento na capital paulista. “Quando apostavam que íamos desistir ou que estávamos mortos, lá estávamos nós de novo, renascendo, ressurgindo, sempre na luta”, disse a deputada.

Ela usava uma camiseta vermelha onde se lia “Lula Livre” e disse que o ex-presidente ainda “incomoda muito”. “Se o PT estivesse morto e enfraquecido, não seríamos pauta todo dia nos jornais”, disse.

A parlamentar afirmou que o PT enfrentou nesses 39 anos uma série de preconceitos e um dos principais foi pelo fato de Lula, um ex-torneiro mecânico, ser presidente, além de ser alvo constante de campanhas de desconstrução.

“Enfrentamos o preconceito, porque diziam que não tínhamos gente qualificada para governar prefeituras, Estados”, disse ela. “Desde o mensalão tentam enterrar o PT, Lula e nossas lideranças.”

Durante a fala, Gleisi disse que a ex-presidente Dilma Rousseff foi tirada do cargo “no tapetão”. A presidente do PT criticou Bolsonaro, afirmando que ele não tem qualificações para governar. Ela prometeu forte oposição ao atual governo, que “não terá tréguas”. “Não permitiremos retrocesso ao povo brasileiro”, disse.

Fernando Haddad

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou neste sábado (9), durante ato para a comemoração do aniversário de 39 anos do partido, o presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a família dele está “mais enrolada” em 30 dias de governo do que o partido dele em toda sua história, em uma menção velada ao caso do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O petista disse ainda que o militar reformado só o derrotou nas eleições por causa de “fake news”.

“Colocaram uma família no poder que está mais enrolada em 30 dias que esse partido em 39 anos. Não conseguem explicar nada e vão surgindo escândalos. Vão fugindo dos debates, fazendo o que fizeram na campanha. Eles fogem porque não têm o que explicar”, disse, durante discurso.

Haddad prometeu ainda que o PT estará forte nas próximas disputas eleitorais. “Eles que nos aguardem em 2022 e, antes disso, em 2020, vamos para a disputa, e para vencer”, afirmou. Antes disso, criticou as eleições de 2018.

“Ganharam (as eleições) na mão grande para apresentar projetos que não correspondem aos anseios populares”, disse o petista, ressaltando que os projetos apresentados por Bolsonaro e sua equipe nos primeiros 30 dias “são os mais atrasados já apresentados para o povo brasileiro”. “Todos os projetos jogam o Brasil 30, 40, 100 anos para trás.”

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