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Notícias Em viagem oficial aos Estados Unidos, o governador gaúcho conheceu em Miami uma escola pública administrada pelo setor privado

Modelo de "charter school" conta com cerca de 600 unidades na Flórida. (Foto: Reprodução)

Em mais uma viagem oficial ao exterior desde que assumiu o cargo, em janeiro, o governador gaúcho Eduardo Leite visitou na cidade de Miami, Estados Unidos, uma escola do tipo “charter”. Trata-se de um modelo por meio do qual a instituição é pública mas com administração independente, a cargo da iniciativa privada.

O sistema é praticado desde 1991, a partir de um movimento de professores interessados em experimentar diferentes metodologias com estudantes que não obtinham resultados satisfatórios nos colégios tradicionais. No Estado da Flórida, as modalidade é bastante popular, contando hoje com mais de 600 unidades.

“Foi bastante positivo poder compreender outra forma de prestação de serviço na educação para analisarmos o quanto isso se aplica a nossa realidade”, enfatizou Leite. “Podemos pensar em criar uma política semelhante, talvez um projeto piloto que possa ser testado. É muito válido pensarmos em alternativas que possam melhorar o aprendizado dos alunos.”

O chefe do Executivo gaúcho foi recepcionado na sexta-feira pelo secretário-assistente de Ensino Básico e Secundário, Frank Brogan, juntamente com o executivo da CSUSA (Charter Schools USA) Jon Hage, e o presidente da Renaissance Elementary Charter School, Ken Haiko, local da visita. Também estava presente o ex-governador Jeb Bush, irmão do ex-presidente norte-americano George W. Bush (2001-2009).

“Pude entender o processo de funcionamento e de implementação das escolas charter nos últimos 20 anos”, declarou Leite após o encontro. “Além disso, falamos da política de ‘school choice’, que permite ao cidadão escolher onde vai matricular o filho.”

Como funciona

Na prática, o sistema “charter” funciona da seguinte maneira: o governo abre a possibilidade de implantação de uma escola em determinada região e instituições então se apresentam, manifestando o interesse de instalar uma unidade desse tipo, mediante remuneração por aluno. “Há um sistema de avaliação para mensurar o aprendizado dos alunos e garantir um bom funcionamento”, detalhou Jeb. “O contrato pode ser prorrogado conforme os resultados.”

Ele foi um dos responsáveis pela ampliação do sistema na Flórida, quando comandou o Estado (1999-2007). “Foi uma conversa importante, pois o ex-governador relatou dificuldades, bem como o funcionamento legal da prática e os resultados obtidos, mostrando que a Flórida está hoje entre os cinco melhores Estados no que diz respeito à qualidade de ensino”, salientou o gaúcho.

Agenda

Eduardo Leite está acompanhado do deputado federal paulista Vinícius Poit, do presidente do Instituto Cultural Floresta, Leonardo Fração, e do diretor da Rede Decisão, Gabriel Alves. Após a agenda em Miami, Leite embarcou para Singapura (Ásia), onde encontrará governadores e representantes de outros quatro Estados para uma série de atividades sobre Gestão de Recursos Humanos no setor público.

O roteiro é promovido pela Fundação Lemann, entidade que apoiou o Rio Grande do Sul na seleção dos coordenadores regionais de educação. Singapura é considerado um dos países mais inovadores no que diz respeito ao recrutamento, capacitação e avaliação de servidores públicos.

(Marcello Campos)

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