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Empresários mudam de opinião e decidem apoiar manifestações pró-Bolsonaro no domingo

O presidente da República decidiu não participar dos atos convocados por seus apoiadores.  (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O movimento de empresários Brasil 200, que reúne nomes como Flávio Rocha (Riachuelo) e João Appolinário (Polishop), mudou de posição e, agora, vai apoiar as manifestações de domingo (26) a favor do governo de Jair Bolsonaro.

“As pautas mudaram. As manifestações serão em defesa da reforma da Previdência, da MP 870, que é a reforma administrativa, e do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. Nós também defendemos isso e, por isso, decidimos ir para as ruas”, disse Gabriel Kanner, presidente do Brasil 200.

Kanner afirmou que o grupo decidiu não apoiar as manifestações no início porque organizadores dos atos estavam compartilhando hashtags sobre invadir o Congresso e fechar o STF (Supremo Tribunal Federal). “Refutamos essas pautas. Nunca podemos atacar as instituições.”

O presidente do movimento viajou a Brasília nesta quarta (22) e disse que conversou com parlamentares sobre as bandeiras que serão defendidas no domingo. “Ficou muito claro que o principal pedido será a reforma da Previdência, que sem ela o País não anda”, declarou.

Em reunião ministerial realizada na terça-feira (21), Bolsonaro pediu aos integrantes da sua equipe que não compareçam às manifestações em apoio ao governo federal.

Bolsonaro não participará

O presidente da República decidiu não participar dos atos convocados por seus apoiadores para o próximo domingo. A informação foi confirmada pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, na terça-feira (21). Segundo ele, o motivo da ausência é que trata-se de “uma manifestação livre e espontânea”, razão pela qual o presidente “não quer associá-la ao governo”.

Os atos começaram a ser organizados nas redes sociais em apoio ao presidente na semana passada, após a série de protestos contra o bloqueio de recursos na educação pelo governo federal, e têm como alvos os partidos do Centrão e o Supremo Tribunal Federal.

As manifestações foram endossadas por alguns parlamentares do PSL, partido de Bolsonaro, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), e rejeitadas por outros, como o deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente nacional da sigla, e a deputada estadual Janaína Paschoal (SP).

Na segunda-feira (20), o chefe do Executivo federal declarou que não há uma crise institucional no País. Ele disse estar aberto ao diálogo com os parlamentares e passou recados aos líderes do Centrão. “Não há briga entre os Poderes. O que existe é fofoca”, afirmou o presidente da República.

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