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Encontro de senador brasileiro com Nicolás Maduro gera mal-estar no governo

O senador Telmário Mota encontrou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para tentar conseguir abrir a fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima (RR). (Foto: Reprodução)

Repercutiram mal no governo brasileiro as imagens do encontro do senador Telmário Mota (PROS-RR) com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segundo informações do blog de Gerson Camarotti, do portal de notícias G1.

O encontro fez parte de uma ação individual do senador com o objetivo de conseguir abrir a fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima (RR), fechada desde fevereiro.

As imagens geraram mal-estar porque o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, se reuniu na segunda-feira (15) no Chile e aprovou um pedido para que a ONU tome “atitudes” a fim de evitar a “deterioração progressiva da paz e da segurança” na Venezuela.

As imagens do encontro de Telmário Mota com Maduro chegaram a ser reproduzidas pela TV estatal venezuelana.

Reabertura da fronteira

Em sua conta no Twitter, o senador brasileiro escreveu: “Em audiência com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na segunda-feira, 15, ouvi a boa notícia, da possibilidade real de restabelecermos as relações diplomáticas e a reabertura da fronteira”.

De acordo com informações divulgadas por Mota, o governo Maduro anunciou por meio do ministro de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, que irá reabrir a fronteira com o Brasil, bloqueada desde o dia 21 de fevereiro.

Talvez, poucos saibam o quão profundas eram as relações comerciais, energéticas e culturais de Roraima com a Venezuela. Nossos agricultores utilizam insumos vindos do país vizinho, o comércio de Pacaraima hoje está às moscas por conta do fechamento da fronteira, além disso temos o trânsito constante de estudantes entre os países. Quem mais sofre com o fechamento da fronteira é o meu Estado”, afirmou Telmário.

Segundo o senador, Jorge Arreaza, ainda disse que serão realizadas reuniões de trabalho para definir “as regras do jogo e segurança de ambos os povos”, que possibilitem a reabertura dos postos fronteiriços o mais rápido possível.

Grupo de Lima

O Grupo de Lima divulgou uma nota oficial, no encerramento de sua reunião, em Santiago do Chile, em que reconhece que a Venezuela vive “uma crise humanitária, política, econômica e moral, gerada pelo regime ilegítimo e ditatorial de Nicolás Maduro, que constitui uma ameaça para a paz e a segurança internacionais, com efeitos regionais e globais”.

O Grupo de Lima exige ainda a saída imediata de Maduro. “Condição indispensável para o restabelecimento da democracia e da ordem constitucional, através de eleições livres, justas e transparentes, com acompanhamento e observação internacional.”

O texto diz ainda que o Grupo de Lima reconhece Juan Guaidó como presidente e condena a sistemática violação de direitos humanos cometidos pelo regime de Maduro, além de pedir a liberação imediata de presos políticos e o fim das detenções arbitrárias, torturas e ações violentas de grupos paramilitares.

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