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Entenda o que é e como funciona o IGP-M, índice usado para calcular reajuste dos contratos de aluguel

O IGP-M também é considerado um importante indicador da atividade econômica no País. (Foto: Divulgação)

O IGP-M é popularmente conhecido como base de contratos de aluguel, mas não só. Segundo especialistas, o IGP-M também serve para medir uma cesta de bens e serviços e é considerado um importante indicador da atividade econômica no País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O que é o IGP-M?

Criado e calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) desde 1940, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) é normalmente utilizado para calcular o reajuste de contratos de aluguel, mas não só. O índice representa uma cesta criada para acompanhar a evolução dos preços de bens e serviços.

Além disso, o índice foi pensado para ser mais abrangente do que outros indicadores, por acompanhar mais etapas e estágios da cadeia produtiva. “O IGP-M leva em conta uma composição de índices. Diferentemente do IPCA, por exemplo, que é focado para o consumidor final”, afirma Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper. “Ao monitorar essa cesta é possível ver a evolução da medição ao longo do tempo”, explica.

Como é feito o cálculo do IGP-M?

As pesquisas feitas pela FGV para o índice são realizadas sempre entre o dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês atual. “No IGP-M são feitas pesquisas pré-estabelecidas para olhar como os produtos e serviços estão evoluindo. Cada item tem um peso e, depois, tem o reajuste do índice como um todo”, diz Viriato.

Ao todo, o IGP-M leva em conta três índices: o IPA-M (Índice de Preços por Atacado – Mercado), IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) e o INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado), com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente.

De acordo com Fábio Romão, economista e consultor da consultoria LCA, O IGP-M é um índice diferente de outros, já que abarca estágios de produção. “O que costuma dar mais direção ao IGP-M é o IPA-M”, exemplifica. “Hoje, essas influências deixam o índice mais volátil e com variações mais intensas do que o IPCA (índice oficial de inflação do País)”, afirma. A variação do câmbio também pesa nessa volatilidade do índice.

Para que serve o IGP-M?

O IGP-M é popularmente conhecido como base no reajuste de boa parte dos contratos de aluguel, mas não só. “É um índice que fica mais ao sabor da oscilação do câmbio e das commodities, como o petróleo e o minério de ferro”, explica o consultor da LCA.

Ao lado do IGP-M, o IPCA – índice que mede a variação de preços de mercado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – também pode ser utilizado como base no reajuste dos contratos de aluguel. “Vislumbrando um ganho maior, é possível que locadores escolham um dos índices (IGP-M ou IPCA) na hora do contrato”, explica Romão. O IPCA é medido mensalmente pelo IBGE desde 1979 e é muito usado para monitorar a inflação.

Segundo Viriato, o IGP-M também exerce papel na formulação dos custos de energia elétrica e serviço de telefonia, além de fornecer uma visão mais imediata sobre as oscilações da economia dentro do mês.

O que é o IGP-M acumulado?

“É a média dos valores registrados pelo índice no período de um ano”, sintetiza Cyro Naufel, diretor de atendimento da imobiliária Lopes. Realmente, o índice acumulado é mais conhecido pela sua medição anual, mas também pode ser medido dentro de outros períodos, como 6 meses ou 2 anos, por exemplo. “Esse índice acumulado serve principalmente para ser acompanhado por quem tem contrato de aluguel que é corrigido pelo IGP-M”, explica Viriato.

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