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Economia Entenda o que é o Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que está reunido em Brasília

Cerimônia de Encerramento do Fórum Empresarial do Brics. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O Brasil sedia a 11ª reunião de cúpula do Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A programação do encontro do bloco, composto por países de economias consideradas emergentes, teve compromissos nesta quarta-feira (13) e terá outros nesta quinta-feira (14), em Brasília, com um fórum empresarial do Brics e reuniões dos chefes de Estado e de governo dos cinco países. As informações são do portal de notícias G1.

Fundado em 2006 como Bric, o bloco de países emergentes incluiu a África do Sul em 2011 e passou a se chamar Brics. Desde 2009, os líderes do grupo se reúnem anualmente.

O Brasil está na presidência rotativa dos Brics em 2019 e, segundo o Itamaraty, busca deixar a marca de “pragmatismo” no mandato. Em 2020, a presidência do Brics será exercida pela Rússia.

O que são os Brics?

São países emergentes considerados subdesenvolvidos, mas que, nas últimas décadas, apresentaram um crescimento industrial alto. Pertencem ao grupo: Brasil, Rússia, Índia, China e, desde 2010, África do Sul. Por isso, o grupo passou a ser chamado de Brics, com o acréscimo do “S”, inicial do nome do país em inglês (South Africa).

Como foi criado o termo?

Em 2001, o economista britânico Jim O´Neil formulou o acrônimo “Bric”, utilizando as iniciais dos quatro países considerados emergentes, que possuíam potencial econômico para superar as grandes potências mundiais em um período de, no máximo, cinquenta anos.

A partir de 2006, o grupo passou a ser um mecanismo internacional, quando o Brasil, Rússia, Índia e China decidiram dar um caráter diplomático a essa expressão na 61º Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em 2009, os encontros passaram a ser anuais e a contar com a presença dos chefes de Estado e governo.

O que já foi feito?

Passados mais de dez meses, “resultados concretos e perceptíveis como úteis à sociedade” são considerados tímidos, segundo integrantes do governo.

Os maiores avanços foram em temas de saúde. Desde janeiro, os cinco países lançaram as bases para uma rede de bancos de leite humano – tema no qual o Brasil é referência mundial. Também há esforços para a pesquisa integrada de diagnósticos e medicamentos de combate à tuberculose.

Na área econômica, uma das principais ações foi a criação, em 2014, do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics, com o objetivo de aumentar o investimento em infraestrutura e desenvolvimento sustentável nas economias emergentes.

O chanceler Ernesto Araújo declarou em julho que o investimento do banco em infraestrutura está abaixo do esperado. A expectativa era de que houvesse liberação de mais de US$ 1 bilhão, porém, na prática, foram cerca de US$ 600 milhões.

Qual o potencial e desafios?

Até o fim desta década, os Brics devem alcançar um PIB combinado de US$ 25 trilhões, segundo projeção do criador do termo, Jim O’Neill.

Um dos desafios da cúpula é viabilizar a relevância do bloco no contexto global. Em entrevista à BBC News Brasil, o economista britânico Jim O’Neill questionou o resultado práticos das reuniões dos países e defendeu ações conjuntas para problemas que têm em comum.

“Eles geralmente parecem desfrutar apenas do simbolismo da reunião, em vez de realmente adotar políticas. Eu disse a um amigo na semana passada: ‘Alguém notaria se não houvesse reunião do Brics?'”, afirmou.

Há outros países com potencial de crescimento?

Sim. Após a recente desaceleração dos Brics, O’Neill identificou outros quatro países – México, Indonésia, Nigéria e Turquia – que, segundo ele, também podem se tornar gigantes econômicos nas próximas décadas.

 

 

 

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