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A equipe de Bolsonaro faz vídeos para mulheres e gays

Bolsonaro sendo socorrido após ser agredido. (Foto: Reprodução)

A enorme rejeição de Jair Bolsonaro (41%, segundo o Ibope) tem preocupado a equipe do capitão reformado. Tanto é que o grupo que cuida da comunicação digital do candidato do PSL à Presidência da República finalizou dois vídeos que serão publicados nas redes sociais, com o objetivo de reduzir esse percentual negativo.

De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, um dos vídeos é direcionado às mulheres, abordando as polêmicas acerca das diferenças salariais, enquanto o segundo, aos gays, exibe Bolsonaro abraçando a celebridade homossexual Amin Khader.

Depois disso, os assessores eleitorais de Bolsonaro vão divulgar mais vídeos, gravados antes de o deputado sofrer um ataque com faca, no qual ele fala sobre suas propostas governamentais.

Suspense

Uma segunda cirurgia no intestino tornou a recuperação de Jair Bolsonaro mais demorada e deixou em suspense a campanha do candidato do PSL à Presidência. A cúpula da campanha bolsonarista está virtualmente paralisada e às cegas, sem a orientação do presidenciável, que lidera as pesquisas de intenção de voto. O maior receio é de que uma internação mais longa consolide uma imagem de fragilidade do deputado.

A operação de emergência, realizada na noite de quarta-feira (12) pode impor limitações que se estenderão até mesmo ao período pós-eleitoral. Segundo médicos especialistas ouvidos pela reportagem, se não houver complicações, ele só estaria plenamente recuperado em um prazo de 4 a 6 meses. Isso porque Bolsonaro terá de passar por uma terceira cirurgia.

Aliados próximos do candidato admitem que as decisões finais na campanha quase sempre cabiam a ele. Sua internação no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, contudo, deverá se estender por no mínimo dez dias. Bolsonaro foi esfaqueado no abdome durante uma agenda em Juiz de Fora (MG).

Após duas cirurgias, o candidato precisou voltar para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e mal consegue falar. Praticamente só os parentes têm acesso ao presidenciável.

Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, cirurgião-chefe da equipe médica de Bolsonaro, afirmou que o presidenciável ficará internado por um período de 10 a 15 dias, caso não ocorra nenhuma outra complicação. A estimativa, portanto, foi ampliada em relação à previsão inicial dos especialistas, que, na data do atentado, afirmaram que o tempo médio de internação em casos do tipo é de uma semana a dez dias.

Uma das dificuldades enfrentadas pela campanha é a falta de dinheiro. Ela impossibilita a contratação de pesquisas de opinião pública. Assim, a cúpula da candidatura não sabe qual será o efeito no eleitorado do ataque – e não tem segurança para agir. Um dos pontos em discussão é a imagem de um Bolsonaro frágil, por causa da internação. Geralmente, o deputado é associado a posições de força e à defesa de bandeiras polêmicas, como a liberação do porte de armas para todos os cidadãos.

Riscos

As lesões causadas pela facada e a necessidade de duas operações fazem com que haja riscos de novas obstruções intestinais e infecções. O quadro delicado indica que, mesmo após as eleições, Bolsonaro ainda poderá ter restrições alimentares, dificuldades para andar, náuseas e outros desconfortos digestivos. Isso deve atrapalhar agendas públicas, viagens e corpo a corpo com simpatizantes.

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