Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

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Capa – Caderno 1 Especialista gaúcha dá dicas para quem deseja evitar ou fugir do superendividamento

O governo estuda mudanças para forçar redução de taxas também no cartão. (Foto: EBC)

Uma oficina realizada na manhã dessa quarta-feira, no Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) de Porto Alegre esclareceu dúvidas sobre um dos temas que mais tiram o sono de muitas pessoas: o superendividamento. O miniauditório da unidade, localizada no Foro Central 1 (bairro Praia de Belas), ficou lotado para ouvir a juíza aposentada Edith Prando detalhar “armadilhas” como as promessas de “crédito fácil” e como evitá-las ou então sair delas.

“Para evitar esse tipo de problema, é necessário estar sempre atento às armadilhas do marketing”, ressaltou Edith Prando, que também é professora da Unisinos (Universidade do Vale do Sinos) e instrutora judicial. “Sabemos que dificilmente podemos viver sem ter contas a pagar. Mas conta é diferente de dívida”, alertou.

Ainda segundo ela, as principais vias de entrada para o endividamento crônico estão em itens práticos mas perigosos para a saúde financeira de muita gente, como o cartão de crédito. “Esse tipo de dinheiro virtual ‘voa’ e a gente não percebe”, sublinhou Edith ao mencionar o popularmente conhecido “dinheiro de plástico”. Nesse sentido, prosseguiu ela, é fundamental ter atenção redobrada com os pagamentos parcelados.

Sendo necessário realizar um empréstimo, o consumidor deve buscar uma instituição bancária e atentar para as taxas de juros, número de parcelas e as chamadas “vendas casadas” (condicionar a compra de um produto ou serviço à aquisição de outro). “E, se caso não conseguir mais pagar, tente logo a negociação”, afirmou Edith.

Ela destacou a vantagem de o endividado buscar essa solução através dos CEJUSCs. “São feitas reuniões com os bancos para renegociação de dívidas. Essa autocomposição é importante porque mostra que a pessoa quer regularizar a dívida, dentro das suas possibilidades. Além disso, no Cejusc, ficam com a garantia do que foi negociado.”

“A gente tem vontade de comprar e não controla o impulso. Depois vem as cobranças e acabamos fazendo empréstimo. E não damos conta de pagar tanta dívida. Aí não temos dinheiro sequer para pagar a água e a luz. E a dívida vai ficando para trás”, resumiu uma das participantes da oficina, ao definir o que é superendividamento.

Semana Nacional de Conciliação

A oficina integrou a programação alusiva à Semana Nacional de Conciliação, que se encerra nesta sexta-feira no TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul. Também participaram as estagiárias Justina Fátima de Oliveira (Direito), Ana Elisa Schumacher (Direito) e Alice Oliveira da Rosa (Serviço Social), que integram com Edith do Projeto de apoio às famílias superendividadas, realizado em parceria entre a Comarca de São Leopoldo e a Unisinos.

(Marcello Campos)

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