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Estabelecimentos do Centro Histórico de Porto Alegre foram alvo de uma operação integrada contra o comércio ilegal de cabos e fios

Fiscais encontraram problemas em três dos cinco estabelecimentos visitados. (Foto: Alex Rocha/PMPA)

Uma operação-conjunta entre fiscais estaduais e municipais percorreu cinco estabelecimentos comerciais do Centro Histórico de Porto Alegre durante a manhã dessa terça-feira. Objetivo: coibir o comércio ilegal de metais e a receptação de cabos e fios sem procedência comprovada.  Além da verificação da origem dos materiais, foram vistoriadas a documentação e as condições de funcionamento dos locais.

Um estabelecimento foi interditado de forma provisória, devido à constatação, por parte do Corpo de Bombeiros, de que havia iminente risco à segurança. Outros três negócios foram notificados pela corporação e autuados. Em dois deles o problema foi a falta de alvará, ao passo que no outro havia o documento, porém não condizente com a atividade. Já os demais eram depósitos com documentação em dia e funcionamento adequado.

Além dos bombeiros, a ação contou com a participação de agentes da Romu (Ronda Ostensiva Municipal) da Guarda Municipal, 9º Batalhão da BM (Brigada Militar), secretarias municipais de Segurança e de Serviços Urbanos e Desenvolvimento Econômico. Também esteve presente a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação).

O titular da pasta da Segurança da capital gaúcha, Rafael Oliveira, ressaltou que as operações integradas representam a união de esforços das instituições no combate ao crime. “É mais uma operação conjunta que realizamos, e desta vez a ação teve objetivo de combater um dos crimes que dá seguimento a outros”, exemplificou, ao mencionar o fato de que o furto de fios e cabos elétricos acaba alimentando o tráfico de drogas. “Vamos dar um basta nisso, demonstrando que cometer crimes não é uma boa opção.”

De acordo com o secretário municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, o furto e vandalismo ao sistema de iluminação causam grande impacto no bolso de todos os porto-alegrenses: “Somente nos últimos 12 meses, os gastos já chegaram a cerca de R$ 1 milhão. Fora a questão financeira, há o prejuízo para a segurança pública, já que muitas dessas reposições são bastante complexas, deixando locais de convívio urbano por dias ou até semanas sem iluminação pública”.

O custo do vandalismo

Um levantamento realizado pela SMSUrb (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos) apontou que os gastos com furto e vandalismo dos equipamentos de iluminação pública de Porto Alegre, contabilizados desde setembro de 2018 até junho deste ano, ultrapassam os R$ 870 mil. Foram quase 80 ocorrências registradas pelas equipes de CIP (Coordenação de Iluminação Pública), envolvendo desde lâmpadas a tampas de luminárias, disjuntores, transformadores e cabos.

Dentre os casos mais graves estão os que ocorreram no viaduto José Eduardo Utzig, na ponte do Guaíba, na avenida Castelo Branco e no Túnel da Conceição. Dos mais de R$ 8,6 milhões investidos anualmente no segmento pela prefeitura da Capital, ao menos 5% (R$ 430 mil) eram gastos por ano com vandalismo.

(Marcello Campos)

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