Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > Neymar lamenta vaias e admite que queria voltar ao Barcelona, mas afirma: “é página virada”

Estações de monitoramento nuclear silenciam após explosão de míssil

O presidente russo Vladimir Putin. (Foto: Kremlin)

O número de estações russas de monitoramento nuclear que deixaram de transmitir dados passou de duas para quatro, afirmou na segunda-feira (19) uma autoridade internacional de controle de armamentos, intensificando o receio de que a Rússia esteja tentando esconder evidências de uma explosão ocorrida neste mês em um local de testes de mísseis. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Estações de monitoramento russas projetadas para detectar radiação nuclear nas cidades de Bilibino e Zalesovo deixaram de passar informações em 13 de agosto, disse ao WSJ (Wall Street Journal) o diretor executivo da Organização para a Proibição Completa de Testes Nucleares, Lassina Zerbo.

Essas interrupções de transmissão de dados ocorreram três dias depois de duas estações de monitoramento próximas, em Dubna e Kirov, terem silenciado.

“Especialistas continuam a buscar contato com nossos colaboradores na Rússia para que as operações sejam retomadas o mais prontamente possível”, escreveu Zerbo, por e-mail.

A notícia foi divulgada um dia depois de o WSJ ter informado que duas estações russas de monitoramento criadas para detectar radiação nuclear silenciaram logo após a explosão.

A redução de dados limita a possibilidade de outros países descobrirem mais sobre o sistema movido a energia nuclear que, segundo especialistas, estaria sendo testado quando ocorreu o acidente.

As estações de monitoramento tripuladas integram uma rede internacional de centenas de estações montadas para verificar o cumprimento dos termos do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, que veta os testes de armas nucleares em todo o mundo.

Os países participantes do tratado, entre eles a Rússia, são responsáveis por operar as estações, que compartilham dados continuamente com a Organização para a Proibição Completa de Testes Nucleares, sediada em Viena.

Embora o tratado ainda não tenha entrado em vigor legalmente, a Rússia disse que adere rigorosamente ao acordo.

De acordo com especialistas em controle de armamentos, a Rússia estaria tentando ocultar informações sobre a tecnologia nuclear envolvida no acidente ocorrido em 8 de agosto numa plataforma de testes no noroeste da Rússia, que, segundo o presidente Trump, envolveu um míssil de cruzeiro nuclear.

A nuvem da explosão está se deslocando pela Rússia, segundo projeção da organização dirigida por Zerbos.

Alguns representantes ocidentais especulam que esse fato pode explicar a aparente decisão da Rússia de suspender a transmissão de dados de monitoramento de proibição de testes de mais estações.

Uma estação de monitoramento que detecta radiação em Ussuriysk –no Extremo Oriente russo, a milhares de quilômetros do local da explosão— continua a transmitir dados, disse Zerbo, que se negou a especular sobre as razões da interrupção.

Funcionários da embaixada russa em Washington recomendaram ao WSJ que dirigisse suas perguntas às autoridades em Moscou, que não responderam.

Deixe seu comentário: