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“Estão brincando com a pessoa errada”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a iniciativa da General Motors de fechar fábricas

O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania. (Foto: Andrea Hanks/The White House)

Após a General Motors anunciar na segunda-feira (26) que vai encerrar a produção em fábricas e reduzir sua força de trabalho na América do Norte em até 14,8 mil pessoas, Trump pressionou a companhia. O presidente dos EUA disse que “estão brincando com a pessoa errada” e que empresa deveria parar de produzir carros na China e abrir uma nova fábrica em Ohio para compensar o fechamento das outras.

“É melhor que eles abram uma nova fábrica lá bem rápido”, disse o republicano ao Wall Street Journal. “Eu amo Ohio”, afirmou Trump, que conversou com Barra no domingo (25). Eu disse a eles [GM] que estão brincando com a pessoa errada.”

O corte, o maior da montadora desde sua concordata, há uma década, é parte de seu esforço para se ajustar à redução na demanda por carros de passageiros. A decisão afeta unidades do Meio-Oeste americano, região que ajudou a eleger Donald Trump em 2016.

A decisão —que afeta cinco unidades nos estados de Michigan e Ohio e no Canadá— reduzirá os custos da GM em US$ 4,5 bilhões (R$ 18 bilhões) anuais no fim de 2020.

A empresa não anunciou em que países fechará as outras duas unidades.

A despeito de uma economia forte e dos lucros saudáveis, a presidente-executiva da GM, Mary Barra, disse que deseja agir agora a fim de preparar a companhia para manter sua lucratividade mesmo em caso de desaceleração da economia e para levar adiante seu investimento em novas tecnologias, como os veículos elétricos e autoguiados.

“Isso é o que vamos fazer para transformar a empresa. O setor está mudando com muita rapidez”, disse Barra. “Acreditamos que o correto seja antecipar a tendência em um momento em que os negócios e a economia são fortes.”

A medida agradou aos investidores, e as ações fecharam em alta de quase 5%.

As vendas de carros de passageiros estão em queda em todo o setor, pois o consumidor tem optado por utilitários esportivos (SUVs) e picapes.

Em resposta, a montadora de Detroit pretende eliminar diversos modelos de carros de passageiros de sua linha nos EUA, entre os quais o compacto Chevrolet Cruze, o híbrido plug-in Chevrolet Volt e sedãs de grande porte como o Chevrolet Impala, o Buick LaCrosse e o Cadillac CT6.

A empresa anunciou que demitiria 15% dos funcionários de funções gerenciais e administrativas de suas operações na América do Norte, ou mais de 8.000 pessoas. Outros 6.000 temporários deverão ser desligados.

Os cortes devem pesar sobre engenheiros, designers e outros envolvidos nas grandes operações de desenvolvimento de produtos da montadora, que ela planeja reformular, com mudança de foco na direção dos veículos híbridos e elétricos, e planos para eliminar diversas linhas de automóveis que têm vendas fracas.

A GM anunciou que encerrará a produção em três de suas linhas de montagem na América do Norte, no ano que vem e em duas fábricas menores que produzem transmissões.

Essas unidades, combinadas, empregam mais de 6.700 operários e incluem uma em Lordstown, Ohio, na qual a GM monta o Cruze; a fábrica Detroit-Hamtramck, na cidade-sede da empresa, onde monta o Volt e diversos sedãs de grande porte; e uma fábrica em Oshawa, Ontário (Canadá), onde modelos como o Impala, o Cadillac XTS, o Chevy Silverado e a picape GMC Sierra são fabricados.

A despeito de dois anos consecutivos de lucro operacional recorde e de um período historicamente forte de vendas de veículos nos EUA, a GM disse que procura apertar os cintos enquanto as coisas vão bem.

Barra disse que a empresa deseja se tornar mais eficiente em seu negócio central de projetar e construir carros e investir mais em inovações que podem mudar o jogo, como os elétricos e os autônomos.

“Não estamos vendo nada de específico no horizonte.”

“O objetivo das medidas é garantir que a GM esteja enxuta e ágil, para antecipar as tendências e liderar no desenvolvimento de veículos autônomos e elétricos.”

Os cortes planejados entre os empregados de administração seriam conduzidos por meio de uma combinação de demissões e de programas previamente anunciados de desligamento voluntário. Muitos deles devem acontecer nas grandes operações de desenvolvimento de produtos da montadora.

A montadora tinha cerca de 180 mil trabalhadores em todo o mundo no fim de 2017, 103 mil dos quais nos Estados Unidos, de acordo com documentos encaminhados às autoridades financeiras.

Um porta-voz da GM disse que as fábricas do Michigan e do Ohio terão sua produção suspensa e seu destino será discutido no ano que vem, quando a empresa negociar um novo contrato quadrienal com o UAW. Analistas dizem que a GM tem fábricas demais na América do Norte.

A produção na fábrica de Oshawa terminará no quarto trimestre de 2019. A GM ainda não anunciou oficialmente se pretende fechá-la.