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Estrangeiro diz que investe no Brasil desde que o candidato Jair Bolsonaro não seja eleito

Alegam dificuldades de prever como seria um governo Bolsonaro. (Foto: Câmara dos Deputados)

Investidores estrangeiros mantêm interesse em colocar dinheiro no Brasil, para a economia real. Eles têm recebido bem os projetos apresentados por fundos de participações locais que estão captando recursos para investir em empresas que precisam crescer ou melhorar seus balanços após a recessão. No entanto, estão condicionando o envio do dinheiro a um cenário eleitoral mais claro. Mais precisamente, disseram para alguns estruturadores desses fundos que, se o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, for o novo presidente do Brasil, não fecharão negócio.

Eles alegam dificuldades de prever como seria um governo Bolsonaro, considerado “nacionalista”. Como o investimento nesses fundos de participações é de longo prazo, preferem esperar para ver. “Alguns podem até dizer que Bolsonaro é um nacionalista. Mas sabem que eu sou um liberal e que ele me apoia”, afirma Paulo Guedes, coordenador econômico da campanha do candidato do PSL. Guedes afirma que tem recebido “centenas de pedidos” de reuniões de parte de investidores estrangeiros.

“O que eles me dizem é diferente. Falam que não investem hoje no Brasil em razão da corrupção na política e da estagnação na economia”, diz. O economista diz ainda que os estrangeiros “saem entusiasmados” das conversas, depois de ouvirem que o País, num eventual governo Bolsonaro, perseguirá a economia de mercado.

Pesquisa

A primeira pesquisa eleitoral realizada após a conclusão do período das convenções partidárias, que confirmou os candidatos à presidência da República e as respectivas alianças formadas, continuou mostrando o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) na liderança da disputa nos cenários em que não é considerado o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há quatro meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo levantamento feito pelo Ipespe entre 6 e 8 de agosto, o 12º da série encomendada pela XP Investimentos, Bolsonaro tem entre 19% e 23% das intenções de voto, dependendo da simulação de primeiro turno observada. Em 3 das 4 testadas, observou-se uma oscilação positiva de 1 ponto percentual em seu apoio, movimento dentro da margem de erro, de até 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-08988/2018.

Em um dos cenários estimulados, Lula lidera com 31% das intenções de voto, seu maior patamar já registrado na pesquisa XP/Ipespe, iniciada em 15 de maio. Neste caso, o petista tem vantagem de 12 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, Bolsonaro, com 19%. Em outro pelotão, aparecem tecnicamente empatados 4 candidatos: Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%; Marina Silva (Rede), com 8%; Ciro Gomes (PDT), com 6%; e Álvaro Dias (Podemos), com 5%. O grupo dos “não voto” soma 17% do eleitorado, menor percentual entre as simulações feitas.

Embora hoje esteja inelegível e enfrente dificuldades em conseguir ser autorizado a participar da disputa, o ex-presidente Lula tem potencial para transferir votos ao seu possível substituto, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, hoje vice em sua chapa e coordenador do programa de governo da candidatura.

Apenas a informação do apoio explícito de Lula faz com que Haddad salte de 3% das intenções de voto para 13%, na segunda posição da pesquisa — 8 pontos atrás de Bolsonaro. A pesquisa mostrou que a migração de votos do ex-presidente para o ex-prefeito salta de 10% para 36% quando é incluída a informação do apoio efetivo. A maior exposição do nome de Haddad na mídia também fez oscilar para cima a convicção de voto de seus eleitores, de 4% na semana para 6% agora. Ele, porém, continua sendo figura desconhecida para fatia expressiva do eleitorado (26%).

O levantamento também mostrou oscilação negativa de Ciro Gomes nas 4 simulações de primeiro turno, de 1 ou 2 pontos percentuais. Já Geraldo Alckmin, candidato que contará com maior tempo no horário de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, manteve o patamar de 10% de intenções de voto em todos os cenários, exceto o que considera a candidatura de Lula, onde tem 9%. O tucano tem pelo menos 10 pontos percentuais a menos que Bolsonaro na corrida. Já Marina Silva manteve a segunda posição nas simulações sem candidato do PT e com Haddad candidato apoiado por Lula. A ex-senadora é afetada com melhor desempenho de uma candidatura petista, o que também se aplica a Ciro

 

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