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A ex-presidente Dilma diz que a eleição de 2018 terá “segundo tempo do golpe de Estado”

A ex-presidente defendeu Lula: “A condenação de Lula é uma imensa injustiça porque ele é inocente". (Foto: Reprodução)

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta sexta-feira (11) que o debate sobre as regras para a eleição de 2018 fazem parte do “segundo tempo” do “golpe de Estado” de que disse ter sido vítima.

“Eles não podem dar o golpe e deixar que em 2018 volte tudo atrás. O segundo tempo do golpe será extremamente perigoso”, afirmou, durante um evento chamado Ato pela Reconstrução do Estado Democrático e de Direito, realizado na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou do evento.

“O golpe de Estado no Brasil foi um processo, está sendo e será um processo. A segunda etapa do golpe é gravíssima porque abre margem para outras etapas”, disse Dilma, que foi ovacionada por uma plateia formada por estudantes de direito e militantes de movimentos de esquerda. Em vários momentos do evento, antes e após o discurso, o público entoou em coro “Dilma, guerreira do povo brasileiro”, “olê, olê, olá, Dilma, Dilma” e outras frases.

A ex-presidente defendeu Lula: “A condenação de Lula é uma imensa injustiça porque ele é inocente. Não há provas, indícios nem bases de sustentação nesse denúncia e condenação”, afirmou. Na avaliação de Dilma, a sequência de ataques a Lula é estratégia usada anteriormente pela ditadura: “Mantinham a gente na cadeia dividindo os processos. Eu mesma respondi a três”, afirmou.

Dilma afirmou que as gestões petistas estão sendo punidas pelos benefícios que concedeu às classes populares: “Essa denúncia se dá pelos nossos acertos, e não pelos erros. Não que a gente não tenha erros, nós temos, mas nós somos julgados pelos benefícios (às camadas sociais mais pobres)”

Dilma fez duras críticas ao governo de Michel Temer (PMDB): “Desmoralizaram 54,5 milhões de votos e tiram direitos da população”, afirmou, conclamando a plateia a “resistir”: “Nossa arma é a democracia. Temos que resistir, essa é a nossa arma”.

Morte do ex-marido

O advogado trabalhista Carlos Araújo, ex-marido de Dilma, morreu na madrugada deste sábado (12), em Porto Alegre aos 79 anos. Ele foi deputado estadual pelo PDT no Rio Grande do Sul na década de 1980.

Araújo foi internado em estado grave na UTI na Santa Casa de Porto Alegre por conta de uma cirrose medicamentosa, em 25 de julho, e ficou no hospital desde então. A causa da morte teria sido complicações pulmonares.

Na carreira política, era ligado a Leonel Brizola e foi um dos fundadores do PDT, partido pelo qual se elegeu deputado estadual por três vezes e chegou a disputar a Prefeitura de Porto Alegre, em 1988 – na época, perdeu a eleição para Olívio Dutra, que inaugurou a série de quatro gestões seguidas na cidade sob comando do PT. Em 2000, junto com Dilma e outros correligionários, Araújo deixou o PDT e passou a se dedicar a o escritório que mantém na capital gaúcha.

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