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Ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa diz que “não há outra saída” a não ser a renúncia de Michel Temer

Em sua conta pessoal no Twitter, Barbosa chamou de "estarrecedoras" as gravações entregues pelo empresário Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República. (Foto: Felipe Sampaio/STF)

O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa afirmou nessa sexta-feira que “não há outra saída” para o Brasil a não ser a renúncia do presidente Michel Temer. Em sua conta pessoal no Twitter, ele classificou de “estarrecedoras” as gravações entregues à PGR (Procuradoria-Geral da República) por Joesley Batista, um dos donos do grupo frigorífico JBS/Friboi.

Nos áudios, o empresário – que firmou acordo de delação premiada com o MPF (Ministério Público Federal) – aparece em uma conversa na qual relata a Temer uma sequência de crimes como obstrução à Justiça, suborno de procuradores e compra de informações privilegiadas.

“Agora, vieram a público as estarrecedoras revelações do sr. Joesley Batista sobre o mesmo personagem, Temer. São fatos gravíssimos”, disse o ex-magistrado. “Não há outra saída: os brasileiros devem se mobilizar, ir para as ruas e reivindicar com força: a renúncia imediata de Michel Temer”, concluiu.

O ex-ministro da Corte falou em clamor popular para que o presidente da República tome a iniciativa de deixar o cargo. “Isoladamente, a notícia, extraída de um inquérito criminal, de que o sr Michel Temer usou o Palácio do Jaburu para pedir propina a um empresário seria um motivo forte o bastante para se desencadear um clamor pela sua renúncia”.

Advocacia

Aposentado desde 2014, depois de ganhar popularidade como relator do processo do mensalão e figurar como possível presidenciável, o ex-ministro voltou sem alarde ao mundo jurídico, como advogado. Ele se mudou para São Paulo e, no dia 16 de fevereiro do ano passado, foi inscrito na seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Juntou-se a Cesar Janoti e Thiago Sorrentino, dois de seus ex-auxiliares da época de Supremo, para advogar nas áreas penal, tributária, empresarial, constitucional.

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