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Explosões no Sri Lanka: o que se sabe sobre os ataques a hotéis de luxo e igrejas católicas durante a celebração da Páscoa

Uma série de explosões em hotéis de luxo e igrejas católicas durante a celebração da Páscoa no Sri Lanka deixou 290 mortos e pelo menos 500 feridos. (Foto: Reprodução/Twitter)

Uma série de explosões em hotéis de luxo e igrejas católicas durante a celebração da Páscoa no Sri Lanka deixou pelo menos 207 mortos e 450 feridos, na maior onda de violência já registrada no país na última década. Os atentados foram registrados na capital, Colombo, e nas regiões de Katana e Batticaloa por volta das 8h45min (0h15min, no horário de Brasília) deste domingo (21). Autoridades contabilizaram oito explosões. Três igrejas foram alvos dos ataques, que aconteceram durante as missas de Páscoa. Os hotéis cinco-estrelas Shangri-La, Kingsbury, Cinnamon Grand e um quarto hotel, todos em Colombo, também foram atingidos. Houve ainda uma explosão num complexo de casas.

Pelo menos 13 pessoas já foram detidas. Autoridades dizem que maioria das explosões foram ataques suicidas. As autoridades do Sri Lanka temem por trás dos ataques estejam militantes do Estado Islâmico que retornaram do Oriente Médio. Ainda no domingo, a Força Aérea do país disse ter encontrado mais um explosivo caseiro (que foi removido) em uma área próxima ao principal aeroporto de Colombo.

Outras duas explosões foram registradas durante buscas da polícia por suspeitos: uma perto do zoológico, no sul de Colombo, e outra no distrito de Dematagoda, resultando na morte de três policiais. O governo impôs toque de recolher das 18h às 6h (horário local) e anunciou que iria bloquear temporariamente o uso das principais redes de mídia social no país. Azzam Ameen, correspondente da BBC no Sri Lanka, afirma haver rumores de mais ataques. Segundo ele, a polícia tem orientando as pessoas para ficar dentro de suas casas e permanecer calmas. “Mas há um pouco de pânico”, disse  Ameen. O correspondente da BBC diz que desde 2009 o país não via atentados dessa magnitude.

Grupos extremistas

Autoridades no Sri Lanka dizem que os ataques foram planejados e coordenados, apesar de declararem ainda ser cedo para dizer quem está por trás das explosões. Ao anunciar o toque de recolher, o ministro da Defesa, Ruwan Wijewardane, disse: “Tomaremos todas as medidas necessárias contra qualquer grupo extremista que esteja operando em nosso país”.

Sem dar detalhes, Wijewardane também disse que “todos os culpados” estão sendo identificados e “levados em custódia o mais rápido possível”. Outro ministro, Harsha de Silva, descreveu “cenas horríveis” no Santuário de Santo Antônio em Kochchikade, dizendo ter visto “muitas partes do corpo espalhadas”. Imagens que circularam nas redes sociais mostravam seu interior com um teto quebrado e sangue nos bancos. Pelo menos 67 pessoas morreram nessa igreja.