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Exposição “Queermuseu”, fechada pelo Santander Cultural em Porto Alegre, integra tema de prova de redação em São Paulo

Obra da mostra censurada na capital gaúcha. (Foto: Fabiane Christaldo/Especial/O Sul)

A prova de redação da Fuvest 2018 abordou o tema “Devem existir limites para a arte?”. Segundo candidatos que prestaram a segunda fase do vestibular neste domingo (7), a prova exigiu interpretação de texto e não teve muitas questões com embasamento literário. Além da redação, o primeiro dia da segunda fase também teve questões de português.

O tema da redação era embasado com reportagens sobre a polêmica da Exposição Queer Museu no Santander Cultural em Porto Alegre. A exposição sobre diversidade sexual foi cancelada em setembro do ano passado após ataques aos organizadores nas redes sociais. A redação também trazia a nota do Santander Cultural sobre a polêmica.

Para a segunda fase do vestibular Fuvest 2018 foram convocados 19.690 candidatos que concorrem a uma das 8.402 vagas oferecidas nos cursos da USP (Universidade de São Paulo), além de 2.100 treineiros, totalizando 21.790 vestibulandos.

Na segunda-feira (8) a prova será das disciplinas: História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia e Inglês. Já na terça-feira (9), a prova terá questões das disciplinas de acordo com a carreira escolhida. Para candidatos de Artes Cênicas, o vestibular continuará com as provas de habilidades específicas entre 10 e ‪12 de janeiro‬.

Ufrgs

O Vestibular 2018 da Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) teve início neste domingo (7) com a aplicação das provas de Física, Literatura de Língua Portuguesa e Língua Estrangeira Moderna. Os testes foram realizados em 55 locais em Porto Alegre, Imbé/Tramandaí e Bento Gonçalves.

No primeiro dia, o horário de fechamento dos portões em todos os locais de prova foi prorrogado em quinze minutos. A decisão foi tomada pela Coperse (Comissão Permanente de Seleção) após monitoramento das condições de trânsito, feito pela EPTC, das principais vias de acesso ao Campus do Vale, onde se concentra o maior número de candidatos.

A presidente da Coperse, Maria Adelia Pinhal de Carlos, explicou que a prorrogação foi uma decisão institucional que abrangeu todos os locais de prova com o objetivo de evitar que candidatos em deslocamento fossem prejudicados. Em entrevista coletiva à imprensa no Salão Nobre da Reitoria, Maria Adélia lembrou que em outros anos a Ufrgs já adotou medidas deste tipo em função de acidentes de trânsito que causaram congestionamento.

O reitor Rui Vicente Oppermann salientou que a Universidade tem esta flexibilidade para atender a um direito coletivo. “Esta é uma solução coletiva institucional que foi necessária neste primeiro dia de provas. Amanhã, segundo dia do concurso, não esperamos que se repita. Será mantido o horário de fechamento dos portões às 8h30min”, ressaltou.

Oppermann também destacou o ambiente tranquilo em que foram aplicadas as provas para os candidatos que solicitaram atendimento especial. Concentrados na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, no Instituto de Psicologia e no Anexo do Campus Saúde, estes vestibulandos realizaram os exames em espaços com acessibilidade e em salas com tecnologias assistivas e condições apropriadas às suas necessidades.

Neste primeiro vestibular com cotas para pessoas com deficiência, 162 candidatos solicitaram atendimento especial. Para os inscritos com deficiência que não haviam solicitado com antecedência atendimento especial e que encontraram alguma barreira de acessibilidade no seu local de prova, a Ufrgs disponibilizou transporte até o prédio apropriado.

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