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“Faltou controle das estatais para evitar corrupção do PT”, disse Fernando Haddad

Fernando Haddad participou neste sábado de encontro com coletivos culturais, na Zona Oeste de São Paulo. (Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert)

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, reconheceu neste sábado que faltaram mecanismos de controle nas estatais para que se evitasse a corrupção durante os governos petistas e defendeu que os culpados sejam presos.

“Faltou controle interno nas estatais, isso é claro, diretores ficaram soltos para promover a corrupção e se enriquecer pessoalmente”, disse Haddad a jornalistas em São Paulo, quando questionado sobre a seguida cobrança por autocrítica sobre os problemas dos governos do PT.

Haddad afirmou também que tem feito seguidamente autocríticas, mas que é importante também mostrar caminhos para que os erros cometidos não se repitam. Perguntado sobre enriquecimento de dirigentes partidários, ele foi ainda mais duro: “Aí é pior, se algum dirigente cometeu erro, garantido o amplo direito de defesa, se concluir que enriqueceu tem que ir para a cadeia”, disse o candidato.

O presidenciável disse que, se eleito, irá implementar nas estatais o mesmo tipo de controle interno que teve quando foi ministro da Educação, o que, segundo ele, evitou corrupção, apesar de a pasta ter um dos maiores orçamentos do governo.

Ao ser questionado sobre falta de autocrítica sobre “erros” de seu partido, o candidato afirmou que pretende levar soluções para que equívocos sejam corrigidos.

“Todo dia eu faço uma crítica a algo que foi feito de forma equivocada, mostrando um caminho para superar. O ministério que eu comandei por 6 anos [da Educação] tinha uma controladoria muito forte. Então não tivemos casos de corrupção no ministério que tinha R$100 milhões de orçamento, um dos maiores da República. Esse mesmo tipo de controle eu vou levar para as estatais. São formas de dizer como vamos evitar erros que foram cometidos no passado. Uma das formas é fortalecer os órgãos de controle das estatais”, disse. “Esse mesmo tipo de controle vou levar para as estatais.”

Neste sábado, Haddad participou de encontro com coletivos culturais no conjunto habitacional popular Promar Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo, onde ouviu jovens e artistas da comunidade que declamaram poesias, cantaram rap e falaram sobre política.

Aos jornalistas, o candidato afirmou, também, que pretende ampliar o programa Minha Casa Minha Vida, levando moradias para locais mais próximos dos grandes centros.

“A primeira providência nossa é fixar uma meta de 500 mil unidades por ano, no mínimo. Ao final de 4 anos queremos entregar 2 milhões de casas novas para a população. Com uma diferença. Vamos pegar toda terra pública das grandes cidades, bem localizadas, e vamos doar para o Minha Casa Minha Vida.

Uma das críticas que o programa recebeu é que as casas eram construídas um pouco afastadas dos grandes centros urbanos onde estavam os empregos”, disse.
Sobre cultura, afirmou que vai destinar parte da verba da Lei Rouanet a projetos da periferia.

O candidato pelo PT substituiu Lula na disputa presidencial, em setembro, depois que a Justiça Eleitoral barrou a candidatura do ex-presidente com base na Lei da Ficha Limpa.

 

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