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Familiares do operador de propina do PSDB, condenado a 145 anos de prisão, fazem pressão para que ele negocie acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato em Curitiba

Paulo Vieira de Souza, o "Paulo Preto", foi condenado a 145 anos de prisão. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Familiares do engenheiro apontado como operador de propinas do PSDB, Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, condenado a 145 anos de prisão, fazem pressão para que ele negocie acordo de delação premiada com a Lava-Jato em Curitiba.

O advogado de Souza, José Roberto Figueiredo Santoro, é contra. Foi Santoro quem livrou o engenheiro da prisão, em maio, ao obter liminar concedida por Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Empresa

Paulo Preto criou uma empresa para absorver seu patrimônio em imóveis e uma lancha. Investigadores suspeitam que se trate de uma manobra para blindar bens contra confiscos determinados pela Justiça.

Ex-diretor da Dersa (estatal paulista de obras viárias) de 2005 a 2010, nos governos de Geraldo Alckmin (PSDB), Cláudio Lembo (DEM) e José Serra (PSDB), o executivo é alvo da Operação Lava-Jato. Ele foi responsável por grandes obras do governo tucano no estado, como o Rodoanel.

A juíza Gabriela Hardt, substituta interina do ex-juiz Sérgio Moro e responsável pela operação no Paraná, ordenou o bloqueio de R$ 100 milhões dele, mas o Banco Central só achou R$ 396. Situação parecida ocorreu no ano passado, quando ele foi alvo de bloqueio na Justiça de São Paulo.

A P3T Empreendimentos, que absorveu seu patrimônio, foi fundada no final de 2014 por ele e por Ruth Arana de Souza, de quem se divorciou cinco anos antes. O ano de criação da empresa é o mesmo que marcou a deflagração da Operação Lava-Jato – que, na época, deteve presidentes de empreiteiras como Camargo Corrêa e OAS.

Cerca de dois meses depois do início das atividades da empresa de Paulo Preto, houve uma redistribuição do capital dela e admissão no quadro de sócios das duas filhas do casal, Priscila e Tatiana Arana Souza. Cada filha hoje tem participação de R$ 1,9 milhão, restando aos pais apenas quantia simbólica de R$ 100. Preto, porém, figura como administrador e declarou à Justiça que recebe R$ 2 mil mensais pela atividade.

Ao menos quatro imóveis do engenheiro e da ex-mulher, adquiridos após a entrada dele na Dersa e avaliados em R$ 3,4 milhões (em valor venal total, que costuma ser subestimado), foram assumidos naquela época pela empresa. Na Junta Comercial, ela está inscrita como “holdings de instituições não financeira, aluguel de imóveis e compra e venda de imóveis próprios”.

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