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FCDL aponta: Região Sul registra 8,51 milhões de consumidores inadimplentes ao final do primeiro trimestre de 2019

Segundo o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, setor encerrou o terceiro mês do ano com mais contratações do que dispensa de colaboradores. (Crédito: divulgação)

A região Sul do país registrou um total de 8,51 milhões de consumidores inadimplentes ao final do primeiro trimestre de 2019, de acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O indicador mostra que 37% da população adulta do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná está com o CPF negativado devido ao não pagamento de dívidas.

Nos três estados sulistas houve um aumento de 2,15% no total de inadimplentes na comparação entre março de 2019 e o mesmo mês de 2018. Esse dado, segundo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, mostra que a população ainda não possui as condições ideais de manter um orçamento familiar equilibrado, que permita suprir as suas necessidades básicas, e, também, quitar os compromissos assumidos.

– Há algum tempo as pessoas estão sendo obrigadas a fazer uma escolha na hora de buscar o equilíbrio orçamentário familiar. Quando existe a necessidade de fazer cortes nas despesas, a maior parte dos brasileiros inadimplentes opta por não pagar algum tipo de débito que não seja prioritário e acaba ingressando no grupo que possui negativação no CPF. E isso influencia o desempenho econômico, na medida que as pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos – alerta Vitor Augusto Koch.

O presidente da FCDL-RS ressalta que ainda não é possível perceber uma recuperação na economia brasileira que realmente traga benefícios para a população, afetando a possibilidade de redução dos indicadores de inadimplência. Para o dirigente, o fato da região Sul estar, há alguns meses, com cerca de 37% da população em situação de inadimplência, reflete esse cenário em que o desemprego segue em patamar elevado e os preços públicos e privados continuam em ritmo de crescimento, em contraste com os reajustes salariais. Outro fator que contribui para o primeiro trimestre do ano registrar aumento dos CPFs negativados é a despesa extra que cada início de ano apresenta, como o pagamento de tributos como IPTU e IPVA e a compra de material de escolar.

Vitor Augusto Koch reforça sua posição de que somente uma robusta recuperação da economia do país, com maior geração de emprego e renda, pode viabilizar um desafogo para quem sofre com a inadimplência.

Número de dívidas diminui

Apesar da elevação no total de inadimplentes, a região Sul, com os 37%, ainda segue com o menor percentual de população adulta com o CPF negativado no país, ficando atrás da Norte, com 47%; Centro-Oeste, com 42,6%; Sudeste, com 40,4%; e Nordeste, com 40%.

Se o total de inadimplentes cresceu, o volume de dívidas em nome de pessoas físicas voltou a apresentar redução na região Sul, de acordo com o levantamento do SPC Brasil. O recuo, na comparação entre março de 2019 e março de 2018 foi de 2,05%, totalizando, em média, 2,04 débitos.

O Brasil registrou, no final do primeiro trimestre de 2019, 62,7 de inadimplentes. Os dados abertos por setor credor em todo o país mostram que os segmentos que apresentaram as quedas mais expressivas na quantidade de dívidas foram o setor de Comunicação, que engloba contas de telefone, internet e TV por assinatura (-9,56) e o de Comércio (-5,91%). O número de dívidas bancárias, que levam em conta faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, ficou praticamente estável em março, com ligeira alta de 0,02% no período. O único ramo que mostrou alta em março foi o setor de água e luz, cujo crescimento foi de 17,20%.

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