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Fernando Haddad propõe usar as reservas cambiais do País para produzir energia

Fernando Haddad diz que terá o maior programa de geração de energia eólica e solar da história do País. (Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert)

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), defendeu o uso de parte das reservas cambiais para a geração de energia limpa. “Sobre energia, nós vamos usar 10%, e apenas 10%, das reservas cambiais”, disse Haddad, durante uma entrevista à Rádio Baiana. “Você sabe que o Lula acumulou 400 bilhões de dólares [R$ 1,49 trilhão] de reservas cambiais. Nós vamos usar 10% para a energia eólica e solar no Nordeste para gerar energia a custo baixo”, destacou.

Segundo o candidato, será o maior programa de geração de energia eólica e solar da história do País.
As reservas cambiais funcionam como um colchão para o País em momentos de crise e ajudam a controlar a liquidez do mercado de câmbio. Hoje, elas estão avaliadas em 380 bilhões de dólares (R$ 1,42 trilhão).

O uso para investimentos é alvo de críticas entre economistas.O Banco Central – o gestor das reservas cambiais – acumulou os recursos ao longo do governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva.

À Rádio Baiana, o candidato ainda prometeu intensificar a construção de unidades habitacionais por meio do Minha Casa Minha Vida. “Promessa: 2 milhões de famílias terão casa própria ao final do meu governo”, afirmou Haddad. “Nós vamos usar os terrenos da União disponível em todas as capitais brasileiras e em todas as cidades de médio porte.”

Ministério da Ciência

Uma das propostas do petista é recriar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – desfazendo a fusão com a pasta de Comunicações – e aumentar os investimentos no setor para 2% do PIB até 2030, com recuperação dos orçamentos das agências de fomento federais e descontingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). As propostas constam do plano de governo registrado pela campanha de Haddad na Justiça Eleitoral, em setembro. “É um documento mais conciso e mais objetivo”, diz o físico Sergio Rezende, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que foi ministro de Ciência e Tecnologia durante cinco anos no governo Lula.

A elevação do nível de investimento em ciência e tecnologia para 2% do PIB é uma das principais demandas apresentadas pela comunidade científica aos candidatos. A taxa atual gira em torno de 1%.

Tanto Haddad quanto o Jair Bolsonaro (PSL) adotaram a meta, com prazos e ambições diferentes.

Em ambos os casos, o especialista Fernando Peregrino acha improvável que a proposta seja cumprida, diante das limitações impostas pela crise fiscal e pelo modelo econômico atual. “Os mecanismos necessários para que isso aconteça não estão colocados”, diz Peregrino, presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies). “É um clichê que não me convence.”

Haddad promete revogar a Emenda Constitucional 95, que impõe um teto fixo para os gastos públicos por 20 anos.

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