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Fiergs diz que o ciclo de redução da taxa básica de juros da economia brasileira poderia ser mais longo

A Selic foi mantida em 6,5% ao ano na quarta-feira. (Foto: Reprodução)

A Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) considera que o ciclo de redução da Selic (a taxa básica de juros da economia brasileira) poderia ser mais longo, proporcionando o aumento da atividade econômica, que, segundo a entidade, tanto vem sofrendo para acelerar no pós-crise. Na quarta-feira (20), o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) manteve a Selic em 6,5% ao ano.

“Precisamos consolidar a estabilidade macroeconômica do País, principalmente pela diminuição da dívida pública, para que o período de taxas de juros mais baixas seja prolongado”, afirmou o presidente em exercício da Fiergs, Gilberto Ribeiro. A federação lembrou que, desde a reunião anterior do Copom, em 16 de maio, dois riscos de curto prazo para a inflação ficaram mais evidentes. O primeiro se refere à continuação do processo de valorização do dólar frente às demais moedas do mundo, sobretudo às dos emergentes. O segundo está relacionado às consequências da paralisação dos caminhoneiros e da elevação de custos com o tabelamento dos fretes.

“Se por um lado a economia se encontra desaquecida, por outro existem essas incertezas estruturais e conjunturais que levam o Copom a essa decisão”, declarou a entidade após a decisão do comitê sobre os juros.

Selic

Apesar da disparada do dólar nas últimas semanas, o BC decidiu manter a Selic no atual patamar, o menor da série histórica iniciada em 1999. Na decisão, o Copom não deu sinais de que manterá o índice nesse nível nos próximos meses, diferentemente do que fez na reunião anterior, em maio.

A decisão do Copom – formado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pelos oito diretores da instituição – já era esperada pelos economistas do mercado financeiro. A cada 45 dias, o comitê “calibra” o patamar da Selic buscando o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Como a Selic é a taxa básica de juros da economia, ela serve como referência para todas as demais taxas cobradas das famílias e empresas.

Em nota, o Copom ressaltou que a greve nacional dos caminhoneiros, no mês passado, dificultou a leitura da evolução recente da atividade econômica: “Dados referentes ao mês de abril sugerem atividade mais consistente que nos meses anteriores. Entretanto, indicadores referentes a maio e, possivelmente, junho deverão refletir os efeitos da referida paralisação. O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual”.

Poupança

Alinhada à expectativa do mercado, em um cenário que considera a inflação sob controle e a atividade econômica ainda se recuperando no País, a manutenção da taxa básica de juros em 6,5% ao ano mantém a poupança como um investimento mais atrativo que a maioria dos fundos de investimento de renda fixa. Isso vale, em especial, para aqueles com taxas de administração mais altas.

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