Filha de Donald Trump é cotada para substituir o presidente do Banco Mundial

Ivanka Trump já presidiu programa de 1 bilhão de dólares do banco. (Foto: Reprodução/Instagram)

A ex-embaixadora americana na ONU Nikky Haley e Ivanka Trump, filha do presidente Donald Trump, estão entre os possíveis candidatos para substituir o presidente do BM (Banco Mundial), Jim Yong Kim, informou na sexta-feira o jornal The Financial Times.

Na segunda-feira, Kim anunciou inesperadamente sua saída da direção do BM, mais de três anos antes da conclusão de seus segundo mandato. Ele deixará o banco no próximo dia 1º de fevereiro.

Além de Ivanka Trump e Haley, que deixou seu cargo no mês passado, surgem como possíveis candidatos o subsecretário para Assuntos Internacionais do Tesouro, David Malpass, e Mark Green, chefe da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, segundo o jornal britânico.

Ivanka Trump foi responsável, em 2017, pelo fundo de US$ 1 bilhão do Banco Mundial para promover iniciativas empresariais de mulheres. Um acordo verbal estabelece que os Estados Unidos, o maior acionista do Banco Mundial, escolhe o presidente da instituição, fundada após a Segunda Guerra Mundial.

Renúncia

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou no dia 7 a sua saída da instituição no fim deste mês — mais de três anos antes do final de seu mandato atual.

“Foi uma grande honra servir como presidente dessa instituição marcante, cheia de indivíduos apaixonados, dedicados à missão de dar fim à pobreza extrema durante nossas vidas”, afirmou Kim em nota.

A diretora executiva do Banco Mundial, Kristalina Georgieva, vai assumir a presidência interina após a partida de Kim, em 1º de fevereiro, informou o banco em nota.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, fontes próximas ao banco disseram que a decisão de Kim foi de “caráter pessoal”.

O americano virou presidente do banco credor global em 2012. Ele deve passar a integrar uma empresa com foco em investimentos em países em desenvolvimento, afirmou o Banco Mundial em nota, e voltará ao conselho da Partners-in-Health — ONG da qual é cofundador.

Sob liderança de Kim, o banco estabeleceu a meta de eliminar a pobreza extrema até 2030 e acelerou os financiamentos.

No ano passado, recebeu aprovação para uma ampliação de capital de US$ 13 bilhões, depois de aceitar os pedidos do governo de Donald Trump para restringir os empréstimos para países de alta renda, como a China.

Sua gestão também foi marcada por níveis elevados de insatisfação entre os funcionários do Banco Mundial, que se irritaram com uma reestruturação interna generalizada iniciada por Kim.

Banco Mundial reduz previsão de crescimento global e do Brasil

O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento global, do Brasil, e de diversos países por causa do aumento de incertezas econômicas. O relatório, publicado no dia 8 de janeiro, indica que as “tensões comerciais permanecem elevadas” e que alguns grandes mercados emergentes enfrentam pressões consideráveis do mercado financeiro, justificando a redução do crescimento global para 2019 de 3%, conforme projetado em junho, para 2,9%.

“A previsão de crescimento entre as economias avançadas deve cair para 2% neste ano, afirma o Global Economic Prospects de janeiro de 2019. A desaceleração da demanda externa, os custos crescentes dos empréstimos e incertezas políticas persistentes devem pesar sobre as perspectivas para os países emergentes e em desenvolvimento. O crescimento para este grupo deve manter-se constante em 4,2% neste ano, um índice mais baixo do que o esperado”, informou o banco em comunicado.

As duas maiores economias do mundo – Estados Unidos e China – viveram em 2018 uma escalada de tensão, com a aplicação de tarifas extras para produtos de ambos os países. E apesar da trégua anunciada após a reunião do G20 na Argentina, em dezembro, não há ainda acordo final para esta guerra comercial. Segundo o Banco Mundial, o crescimento americano, que teria sido, segundo estimativas, de 2,9% em 2018, vai se reduzir para 2,5% neste ano. No caso da China, a desaceleração deverá ser de 6,5% para 6,2%.

No caso brasileiro, o Banco Mundial reduziu sua expectativa de crescimento de 2018 de 2,4%, segundo publicação de junho, para 1,2% no atual levantamento. O banco argumentou que incertezas políticas do processo eleitoral e a greve dos caminheiros do meio do ano, juntamente com o aumento das incertezas globais, contribuíram para isso. Para este ano, o banco reduziu a previsão de crescimento de 2,5% para 2,2%, e condicionou o resultado à uma rápida aprovação das reformas pelo novo governo, como a reforma da Previdência.

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