Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > Protótipo dos relógios de rua em Porto Alegre deve ser instalado em até 45 dias

Filho de Osama Bin Laden está morto, diz Casa Branca

Sede do governo dos Estados Unidos. (Foto: Shealah Craighead/The White House)

Hamza bin Laden, filho do assassinado líder da Al Qaeda, Osama bin Landen, e também personagem importante no grupo militante, foi morto em uma operação de contra-terrorismo dos Estados Unidos, disse a Casa Branca, neste sábado. As informações são do jornal Extra.

Um comunicado da Casa Branca disse que a operação aconteceu em uma região entre o Afeganistão e o Paquistão.

“A morte de Hamza bin Laden não apenas deixa a Al Qaeda desfalcada de uma importante liderança e da conexão simbólica com seu pai, mas também prejudica importantes atividades operacionais do grupo”, disse a Casa Branca.

Uma fonte oficial dos EUA disse à Reuters que Hamza foi morto meses atrás, perto da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Trump foi informado sobre a operação na ocasião.

O governo norte-americano avaliou que Hamza, que acreditava-se ter 30 anos, havia sucedido seu pai como líder do que restou da Al Qaeda, disse a fonte.

Hamza estava ao lado do pai no Afeganistão, antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. Ele também passou tempo com o pai no Paquistão, depois que a invasão liderada pelos EUA ao Afeganistão empurrou boa parte da liderança da Al Qaeda ao país vizinho, segundo a Instituição Brookings.

O Departamento de Estado dos EUA designou Hamza como um terrorista global em 2017, depois que ele clamou por atos de terrorismo em capitais ocidentais e ameaçou se vingar dos Estados Unidos pela morte do seu pai.

A Reuters publicou em 31 de julho que Hamza havia sido morto, citando uma fonte oficial dos EUA com conhecimento do assunto. Mas o comunicado deste sábado representa a primeira vez que o governo norte-americano confirma a operação.

Não está claro por que a Casa Branca decidiu tornar pública a informação sobre o assassinato de Hamza neste sábado, meses depois da operação.

O Departamento de Estado e o gabinete do diretor de Inteligência Nacional não responderam imediatamente a pedidos de comentário.

Possível tratado de defesa

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse neste sábado que conversou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre um possível tratado de defesa mútua entre as duas nações, o que poderia impulsionar a campanha de reeleição de Netanyahu, dias antes dos israelenses irem às urnas.

“Tive uma conversa com o primeiro-ministro Netanyahu para discutir a possibilidade de avançarmos com um Tratado de Defesa Mútua, entre Estados Unidos e Israel, que aprofundaria a tremenda aliança entre nossos países”, escreveu Trump no Twitter.

Ele acrescentou que estava ansioso para continuar as discussões no fim deste mês, durante a sessão da assembleia-geral das Nações Unidas, em Nova York.

Netanyahu agradeceu Trump, dizendo em tuíte que Israel “nunca teve um amigo maior na Casa Branca” e acrescentando que estava ansioso pelas reuniões na ONU para “fazer avançar um histórico Tratado de Defesa entre os Estados Unidos e Israel”.

O momento em que Trump publicou esse tuíte, apenas dias antes das eleições de Israel, na terça-feira, parece buscar apoio à tentativa de Netanyahu de se manter no poder ao expressar seus laços próximos com Trump.

Pesquisas de opinião projetam um pleito acirrado, cinco meses depois de eleições inconclusivas, nas quais Netanyahu se declarou vencedor, mas não conseguiu formar uma coalizão para governar.

O partido Likud, de Netanyahu, concorre cabeça a cabeça com o centrista Partido Azul e Branco, liderado pelo ex-chefe das forças armadas Benny Gantz, que tem focado sua campanha nas acusações de corrupção contra Netanyahu.

Alguns oficiais israelenses promoveram a ideia de construir relações próximas entre Netanyahu e a administração Trump por meio de um novo tratado de defesa com os EUA, focado especialmente em garantias de auxílio em qualquer conflito com o Irã.

Trump não forneceu detalhes, mas um tratado de defesa mútua poderia obrigar os EUA a ajudar a defender Israel, se o país for atacado.

O ministro de Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, afirmou na quinta-feira que o pacto deveria se aplicar a “questões definidas – ameaças nucleares e questões de mísseis de longa distância do Irã contra Israel”.

“Temos maneiras de atacar e defender, mas isso nos pouparia da necessidade de reservar imensos recursos de maneira permanente e em longo prazo, diante dessas ameaças”, disse Katz à emissora de televisão israelense Ynet.

Na mesma quinta-feira, o rival de Netanyahu, Gantz, criticou a ideia como um “grave erro”, argumentando que tiraria de Israel sua autonomia militar.

“Não é isso que queremos”, afirmou o candidato de centro em uma conferência em Jerusalém. “Nunca pedimos que ninguém fosse morto em nosso nome. Nunca pedimos que ninguém lutasse por nós. E nunca pedimos a permissão de ninguém para defender o Estado de Israel.”