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Fogos de artifício causam pânico na França durante a comemoração da vitória contra a Bélgica; 27 ficaram feridos

Em 2016, cidade francesa foi alvo de atentado; população ainda está alerta. (Foto: Reprodução)

Mais  de 20 torcedores ficaram feridos em um momento de pânico em Nice nessa terça-feira quando fogos de artifício foram detonados momentos antes do apito final da vitória da França na semifinal do Mundial, disse uma autoridade local.

“Houve uma correria após fogos de artifício serem detonados”, disse Jean-Gabriel Delacroix, representante da prefeitura, acrescentando que 27 pessoas ficaram feridas. “A maior parte dos ferimentos são cortes com vidro e hematomas de quando as pessoas caíram”. A imprensa local mostrou imagens de pessoas assustadas ao redor de mesas e cadeiras viradas, o chão sujo de vidro quebrado.

Sobre o jogo

Uma das superstições mais famosas da França diz que se você pisar sem querer nas fezes de um cachorro na rua com o pé esquerdo, você terá sorte. Depois desta terça-feira, outra está prestes a integrar o imaginário dos franceses. Se você jogar uma semifinal de Copa do Mundo em um ano com final 8, com um ex-volante como técnico, com seu craque com a camisa 10 e marcar um gol com um jogador de defesa, conseguirá a vitória e chegará à decisão do Mundial. Foi assim em 1998, foi assim na partida em São Petersburgo, contra a Bélgica.

O triunfo por 1 a 0, com gol do zagueiro Umtiti, fez com que a maioria francesa no estádio fosse à loucura, 20 anos depois de experimentarem pela primeira vez essa sensação no Mundial em casa, quando Thuram marcou duas vezes na semifinal contra a Croácia. Didier Deschamps, volante naquela campanha de 1998, repete o feito de Aimé Jacquet, ex-cabeça-de-área que conseguiu levar Zidane e Cia. para a decisão contra o Brasil.

A Copa do Mundo daquele ano foi a consagração do maior camisa 10 do futebol francês e a competição de 2018 também pode colocar na história o melhor 10 que a França tem desde Zidane. Mbappé, com apenas 19 anos, pode não ter feito gols e nem ter sido brilhante contra os belgas, mas Zidane também não foi na semifinal de 20 anos atrás. E todo mundo se lembra do que ele foi capaz no jogo valendo a taça.

Quem brilhou mesmo pela França nesta terça-feira foi Lloris, com grande defesa no primeiro tempo e muita segurança durante a partida – 20 anos atrás, um dos personagens dos Le Bleus era o goleiro figuraça Barthez, mais uma coincidência para a conta. Griezmann também foi bem, se movimentou como nunca, armou o time, abriu espaços, também apareceu na frente para finaliza.

Bélgica e França foram as equipes mais talentosas desta Copa até aqui e fizeram uma partida mais de estudo e não tanto de brilho técnico. As duas jovens gerações demonstraram maturidade de veteranos ao não decidirem vaga em uma final de Mundial por individualidades ou apenas no apetite de ganhar. Foi uma semifinal de paciência e análise, definida por uma cobrança de escanteio.

O confronto entre dois países que tanto se conhecem ofereceu dificuldades aos técnicos. Em campo, as duas equipes tinham jogadores companheiros em clubes como Chelsea, Tottenham e Manchester United. Na tribuna de honra, até a família real belga e o presidente francês dividiam espaço. Portanto, todos sabiam que seria difícil surpreender o adversário. Era preciso buscar um fator de desequilíbrio. A França aposta na velocidade e a Bélgica, na organização.

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