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Foi adiado o julgamento do bilionário gaúcho que é acusado de agredir a sua ex-companheira Luiza Brunet

O empresário Lírio Parisotto e a ex-mulher, a modelo Luiza Brunet ficaram juntos por cinco anos. (Foto: Francisco Cepeda e Léo Franco/AG News)

Ficou para o dia 14 de fevereiro a decisão sobre a sentença em segunda instância de Lírio Parisotto no processo pelo crime de lesão corporal contra Luiza Brunet, sua ex-companheira. O relator do processo votou para manter a sentença determinada na primeira instância, mas o revisor e o terceiro juiz do caso pediram vista e a decisão final ficou para a outra audiência.

Em 2017, Parisotto foi condenado a cumprir um ano de prisão em regime aberto e mais um ano de serviço comunitário. Ele alega que é inocente e recorreu da decisão. Luiza veio a público sobre a agressão que conta ter sofrido pelo então companheiro, em 2016. A ex-modelo conta que foi agredida durante dois dois cinco anos da relação com Parisotto.

Entrevista

Pouca gente percebeu, mas Luiza Brunet esteve na posse de Jair Bolsonaro. Preocupada com a reação que sua presença pudesse gerar diante de um País tão dividido, preferiu ficar distante dos holofotes. “É necessário abrir diálogo com o poder público para reduzir os índices de violência contra mulher no Brasil”, diz.

Aguerrida no tema desde que, em 2016, teve quatro costelas quebradas pelo ex-companheiro Lírio Parisotto, Luiza sabe de cor as estatísticas da violência doméstica: “No primeiro semestre de 2018, quase 80 mil mulheres foram agredidas. E no segundo, o número de homicídios contra elas cresceu 12% em São Paulo”.

Em uma longa entrevista, a ex-modelo de 56 anos reviveu momentos de dor, confessou estar sendo ameaçada de morte por uma seguidora do Instagram e disse que, depois de dois anos “sem beijo na boca”, não vê a hora de voltar a namorar.

1) Que balanço faz de 2018 e o que deseja para 2019?

Foi um ano de muitas conquistas. Meu filho, Antônio, de 19 anos, está fazendo faculdade de Nutrição em São Paulo, morando sozinho, superindependente. Yasmin (a primogênita, de 30) está megaenvolvida em causas ambientais. E eu, depois de tudo o que sofri, ganhei voz na luta contra a violência doméstica. Estive na ONU, em Genebra, no fim do ano. Me chamaram para fazer uma campanha internacional contra a violência.

2) Seria cruel dizermos que há males que vem para o bem?

Não. Doeu demais, mas cresci muito como mulher, como pessoa. Sou muito mais útil agora. Transformei minhas redes sociais num consultório. Não sou psicóloga, nem tenho pretensão de ser, mas converso com as mulheres, as ajudo a reconhecer os sintomas de um relacionamento abusivo.

3) Quando começaram as agressões?

Do segundo para o terceiro ano. Ficamos, ao todo, cinco anos juntos. Ele me agredia física e verbalmente, mas eu o amava. Acreditava quando ele dizia que ia parar. As pessoas me perguntam: “Por que você não saiu fora logo depois da primeira vez?”. Não é tão simples. O agressor tem, por padrão, ser tão doce quando se arrepende, a ponto de fazer a vítima acreditar que aquilo não irá se repetir.

4) A Justiça negou seu pedido de união estável com Parisotto e determinou que você pagasse R$ 1 milhão em honorários à defesa dele. Como está isso?

Nós recorremos. Lírio diz que eu era uma das várias namoradinhas dele. Fez, inclusive, com que um sommelier famoso, meu amigo, que vivia lá em casa, no barco com meus filhos, fosse sua testemunha dizendo que eu não passava de uma ‘peguete’. As pessoas têm medo dele. Uma amiga minha que depôs a favor do Lírio, chegou a dizer que eu vivia drogada de tarja preta, sendo que nunca tomei remédios. Mas olha, viveria tudo outra vez se fosse para aprender tanto quando tenho aprendido.

5) E a Justiça, o que diz?

Ele foi condenado por agressão em primeira instância e entrou com recurso, alegando que eu inventei. Acha que eu seria capaz de bater no meu próprio rosto e me quebrar costelas?  Fiquei um lixo humano. No fim do mês sai a sentença final.

6) Fez terapia?

Não, fiz um lifting. Me levantei, literalmente. Meus amigos diziam que eu tinha que fazer terapia. Mas não curto. Tentei outras vezes e não dá certo, falo demais, me sinto entrevistada. Eu conversava com as pessoas, pintava o cabelo, fazia a unha. Me cuidava para não deprimir. Sou feminina, amo unha comprida, salto alto. Terapia para mim é lavar a louça e arrumar a casa. (As feministas) Não gostam que eu fale isso, mas é verdade, me faz bem.

 

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