A França elegeu número recorde de mulheres para o Parlamento

Visão geral da Assembleia Nacional da França em Paris. (Foto: Reuters)

A França elegeu um número recorde de mulheres para o Parlamento, de acordo com os resultados oficiais divulgados nesta segunda-feira, após o vitorioso partido do presidente Emmanuel Macron, A República em Marcha (LREM), apresentar uma lista de candidatos equilibrada em termos de gênero. Dos 577 novos deputados eleitos, 223 são mulheres, superando o recorde anterior de 155 estabelecido na eleição passada.

Com o novo número de mulheres eleitas, a França saltou da posição 64 para a 17 no ranking mundial de representação feminina parlamentar e para o 6º lugar na Europa, superando o Reino Unido e a Alemanha, de acordo com dados da União Interparlamentar compilados no início de junho. A República em Marcha, que conquistou uma maioria dominante nas eleições de domingo, tem a maior proporção de mulheres eleitas, com 47%.

Segundo cálculos do “Le Monde”, as eleições bateram outro recorde: 75% do Parlamento foi renovado. Dos 577 membros da Assembleia Nacional, 432 não foram eleitos nas últimas eleições legislativas em 2012. A abstenção também chegou ao maior nível já visto: 57,4%.

“Pela primeira vez sob a Quinta República (pós-guerra), a Assembleia Nacional será profundamente renovada, mais diversa, mais jovem”, disse a presidente em exercício do partido, Catherine Barbaroux.— Mas acima de tudo, permita-me desfrutar, porque esse é um evento histórico para a representação das mulheres na Assembleia Nacional.

O partido do presidente francês, Emmanuel Macron, conseguiu obter a maioria absoluta nas eleições parlamentares deste domingo, eliminando os partidos tradicionais e assegurando um poderoso mandato de reformas pró-mercado. O resultado redesenha o Parlamento da França, envergonhando os republicanos e socialistas, que se alternaram no poder por décadas até a eleição de Macron em maio. O presidente assegurou mais de 350 assentos, ultrapassando os 289 necessários para ter maioria na Assembleia Nacional.

“Essa é uma oportunidade para a França. Um ano atrás, ninguém imaginava uma renovação política assim”, disse o primeiro-ministro Edouard Philippe em um comunicado.

Os Republicanos e seus aliados formariam o maior bloco opositor com 130 deputados, enquanto o Partido Socialista, que esteve à frente da França nos últimos cinco anos, e seus parceiros conseguiriam 34 assentos, o menor número pós-guerra. O movimento de esquerda radical França Insubmissa de Jean-Luc Mélenchon obteve 27 lugares, junto com o Partido Comunista, podendo assim criar um grupo parlamentar.

A líder da extrema-direita Marine Le Pen, que foi ao segundo turno das eleições presidenciais com Macron, conseguiu se eleger pela primeira vez como deputada pelo seu reduto Hénin-Beaumont, no Norte da França. Porém, o seu partido Frente Nacional — que depositou tantas esperanças nas legislativas — tem somente oito assentos, uma vitória amarga para quem aspirava liderar a oposição. Louis Aliot, vice-presidente da Frente Nacional e marido de Le Pen, também foi eleito deputado. (AG)

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