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A França vai processar o Google e a Apple por práticas comerciais abusivas

Camisa oficial da seleção francesa custa 85 euros. (Foto: Reprodução)

O ministro da Economia e das Finanças da França, Bruno Le Maire, anunciou nesta quarta-feira (14) que o Estado processará Apple e Google por “práticas comerciais abusivas” e calculou que a punição pode alcançar “milhões de euros”.

“Eu acredito em uma economia baseada na Justiça e, portanto, vou levar Google e Apple ao Tribunal Comercial de Paris por práticas comerciais abusivas, no que diz respeito às startups francesas”, afirmou à rádio RTL.

O ministro francês fez a revelação em um momento de grande tensão comercial com os Estados Unidos, após a decisão do presidente Donald Trump de impor sobretaxas de 25% e 10% sobre as importações de aço e alumínio, respectivamente.

Le Maire afirmou que as startups estão submetidas a impostos quando negociam a venda de seus aplicativos ao Google e Apple, que “também recuperam os dados”.

“Ambos [Google e Apple] podem mudar unilateralmente os contratos”, acusou. O ministro disse que a situação é “inaceitável”.

“Considero que Google e Apple, por mais poderosos que sejam, não devem tratar nossas startups e nossos desenvolvedores da maneira que fazem hoje em dia.” Le Maire afirmou que a ação judicial deve resultar em uma “multa de milhões de euros”.

“Minha responsabilidade é garantir a ordem pública econômico. Existem regras. Há uma justiça e deve ser respeitada”, disse.

No ano passado, Le Maire defendeu em Washington uma proposta do governo para aplicar taxas a gigantes tecnológicos da Internet, como Google, Apple, Facebook e Amazon, por seu volume de vendas e não por seus lucros, algo que foi rejeitado pelos Estados Unidos.

Reputação

Pesquisa que apura ranking de marcas corporativas “mais visíveis” nos EUA registra que a Apple foi uma das que mais caíram na lista, passando para o 29º lugar , contra o 5º registrado em 2017. Em 2016, a Apple ocupava a segunda colocação. Por sua vez, a Amazon manteve a liderança pelo terceiro ano consecutivo e a montadora Tesla disparou depois de enviar um de seus modelos de carros elétricos para o espaço.

A pesquisa, realizada desde 1999 pela Harris Poll Reputation Quotient, também apontou que o Google caiu da 8ª posição para a 28ª. Foram entrevistados 25.800 adultos nos EUA sobre a reputação das marcas corporativas “mais visíveis”, durante o período entre 11 de dezembro a 12 de janeiro.

John Gerzema, presidente-executivo da Harris Poll, afirmou que o motivo provável da Apple e Google caírem foi não terem lançado produtos tão atraentes quanto os lançados em anos anteriores, como aconteceu quanto o Google lançou ofertas gratuitas do Google Docs e Google Maps e o então presidente da Apple Steve Jobs lançou o iPod, iPhone e iPad. “Google e Apple, neste momento, estão em uma espécie de vale”, disse Gerzema. “Ainda não temos carros autônomos. Não estamos vendo todas as coisas em inteligência artificial que vão fazer.”

Enquanto isso, a Amazon.com permaneceu na liderança. Gerzema atribuiu o ranking da Amazon à sua crescente expansão na vida dos consumidores em áreas como mantimentos através da aquisição da rede de supermercados Whole Foods.

A Tesla subiu da 9ª posição para a terceira depois que mandou o modelo Roadster a bordo do foguete espacial da SpaceX, apesar de problemas na entrega no prazo de automóveis, disse Gerzema.

“Esta atitude ‘de coisa certa’ está conseguindo capturar a imaginação do público quando todas as notícias são incrivelmente negativas. Eles estão preenchendo um vazio de otimismo”, disse Gerzema sobre a Tesla.

Por sua vez, a reputação do Facebook melhorou na edição deste ano do levantamento, apesar de a empresa ser alvo de questionamentos de congressistas americanos sobre o papel das mídias sociais nos esforços da Rússia para influenciar as eleições dos Estados Unidos de 2016. O Facebook aparece na relação na 51ª posição, melhor colocação desde 2014 quando apareceu no 38º lugar.

 

 

 

 

 

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