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Fronteira com a Venezuela registra novo conflito neste domingo

No sábado já havia sido registrado conflito na fronteira. (Foto: Reprodução)

Novos conflitos voltaram a ocorrer em Pacaraima (RR), na fronteira entre Brasil e Venezuela, na tarde deste domingo (24).

Imagens transmitidas pela televisão mostraram manifestantes chamando a atenção e atirando pedras em direção às forças militares venezuelanas, dispostas em fila e fazendo uma barreira na pista ao lado de um tanque.

Os militares venezuelanos reagiram atirando bombas de gás lacrimogêneo nos manifestantes, em direção ao lado brasileiro da fronteira.

Pelas imagens, apenas um militar brasileiro entra no meio do conflito fazendo gestos para que os ataques terminem.

No sábado (23), dois venezuelanos morreram em confrontos em uma área perto da fronteira da Venezuela com o Brasil. Também foi registrado confronto na fronteira entre Venezuela e Colômbia. Ainda no sábado, dois caminhões com ajuda humanitária entraram em território venezuelano, segundo o governo brasileiro.

Esse é o terceiro dia de confrontos da região desde que o presidente Nicolás Maduro anunciou o fechamento das fronteiras.

Força Nacional

Neste domingo, militares brasileiros no local, ainda dentro do território brasileiro, orientaram os venezuelanos a sair da área de confronto. Por volta das 14h50, dois veículos da Força Nacional e homens da Polícia Rodoviária Federal chegaram à fronteira. É a primeira vez que a Força Nacional é acionada desde o fechamento da fronteira.

Pouco depois, a Força Nacional fez uma espécie de barreira de contenção a cerca de 50 metros da fronteira com a Venezuela. O objetivo é impedir o avanço dos manifestantes venezuelanos em direção à Guarda Nacional Bolivariana e a continuidade dos conflitos. Depois do estabelecimento desta contenção, os blindados venezuelanos recuaram.

Segundo o coronel do Exército brasileiro José Jacaúna, a contenção deve permanecer no local até que a tensão acabe. Ele reforçou que essa barreira não significa que a fronteira foi fechada. “A contenção é para evitar confrontos e assim garantir a integridade física de todo mundo que está aqui”, afirmou o coronel.

Atendimentos

Os hospitais de Roraima atenderam desde sexta-feira (22) 13 venezuelanos feridos em confrontos em localidades próximas à fronteira com o Brasil, informou no sábado (23) a Sesau-RR (Secretaria de Saúde) do Estado, por meio de nota.

De todos os atendidos, ao menos cinco foram liberados, enquanto os demais continuam internados no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, três dos quais em estado grave, segundo a Sesau-RR. Nove deles se feriram em confronto com militares em Kumarakapay, vila a cerca de 70 km da fronteira.

Um dos atendidos, identificado como Lino Benavides, deu entrada na noite de sexta-feira no hospital em Boa Vista com traumatismo craniano e permanece em observação. Outro, Kleber Perez, foi atingido por um tiro no tórax e encontra-se internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O terceiro, Rolando Garcia Martinez, está sedado e respira com ajuda de aparelhos, informou a Sesau-RR.

A tensão na região fronteiriça se intensificou desde quinta-feira (21) à noite, quando o governo do presidente Nicolás Maduro anunciou o fechamento da fronteira, de modo a evitar a entrada de toneladas de ajuda humanitária enviada por Brasil e Estados Unidos, no que o regime venezuelano acusa ser uma tentativa de invadir seu território.

Na manhã de sábado, dois caminhões com ajuda humanitária saíram de Boa Vista e percorreram os 214 km até Pacaraima, na fronteira.

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