Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Um novo golpe usa o nome da Receita Federal em uma carta que pede regularização de dados cadastrais

Fundos de corrupção

(Foto: Reprodução)

O Tribunal de Contas da União prossegue discretamente, para municiar a Polícia Federal, a devassa nos rombos e desvios dos fundos de pensão de estatais. Depois da Postalis, vinculado aos Correios, a Corte de Contas deverá determinar nas próximas semanas, por meio de medida cautelar, a indisponibilidade de bens de ex-gestores da Funcef (Caixa), Petros (Petrobras) e da Previ (Banco do Brasil). É outra Lava-Jato, que envolve em especial conselheiros nos fundos apadrinhados pelo PT e PMDB.

Rombo$

O TCU auditou o montante de R$ 2,73 bilhões da Postalis e identificou R$ 1,1 bilhão de prejuízo – 35% do total fiscalizado. O ministro Vital do Rêgo foi o relator do processo.

Queima-língua

A Coluna cantou a bola: pressionado pelos partidos da base que desejam manter seus ministros, o presidente Michel Temer recuou no afastamento dos oito denunciados.

Fatura

O recuo é estratégico. Temer mandou os ministros palacianos darem o recado para as bancadas dos enrolados: quer fidelidade nas aprovações das reformas.

Brasil x Equador

Grandes vendedores de camarão se unem contra a importação da iguaria do Equador. Itamar Rocha, presidente da associação brasileira de produtores, diz que há riscos sanitários com a entrada do crustáceo produzido no país vizinho; doenças, por exemplo, que podem afetar a produção nacional.

Maré mansa

O Ministério da Agricultura minimiza a polêmica: “animais aquáticos cuja importação venha a ser autorizada somente são internalizados no Brasil mediante a comprovação de atendimento dos requisitos zoossanitários”, seguindo regras internacionais.

À deriva

Assim como a CPI do Carf na Câmara, que naufragou, a investigação na PF sumiu do mapa. A operação pega em cheio os maiores empresários do País e um filho de Lula.

Papéis triturados

Com a onda de vazamentos de nomes, a Polícia Federal terá dificuldades para coletar provas contra os investigados no STF, STJ e na Justiça comum.

Laços de família

Um irmão de Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), obteve nos últimos anos contratos de R$ 50 milhões pela Pool Elétrica, para instalações de postes do programa Luz para Todos. Vanessa e o marido estão no rolo delator da Odebrecht. O irmão dele segue ganhando a vida com bons contratos – e contatos.

Linha$

Aliás, o MPF e a PF estão de olho nas obras de linhas de transmissão da usina de Tucuruvi e do gasoduto de Urucu, ambas para Manaus. O Governo prometia redução nas contas de luz no Amazonas e… nada. Foram quase R$ 4 bilhões. Em cada obra.

In Memoriam

Esses escândalos da Odebrecht trouxeram à tona, nas rodas do Poder, o misterioso assassinato do então governador do Acre em 1992, Edmundo Pinto, aos 38, no Hotel Della Volpe em São Paulo. Ele deporia no dia seguinte a uma CPI que investigava obras da empreiteira baiana em seu Estado, com fortes indícios de superfaturamentos.

Mundo gira

O rol de personagens próximos a Edmundo à época é curioso: O ex-deputado Luiz Pitiman (DF) era seu chefe de gabinete; o agora deputado federal Celso Russomanno era assessor do hotel; o então ministro Antonio Magri era citado nas suspeitas; e no andar do hotel onde ocorreu o crime estavam hospedados três diretores da Odebrecht.

Apocalipse 2

O juiz Márlon Reis afirma que o “establishment” está abalado. “Pessoas dos grandes partidos que exerceram poder direto no Brasil nos últimos anos estão sendo igualmente afetadas. Isso deve servir como um divisor de águas”, conclama o magistrado.

Ponto final

“Já, já começam a escrever: ‘mas o PSDB fez igual’. Bem, se fez talvez isso explique a complacência com a bandalheira petista.” – Da advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido que resultou no afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.

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