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O Enem divulgou o gabarito oficial. Os candidatos podem saber quantas questões acertaram, mas a nota só sai em janeiro

A correção das provas é feita usando a metodologia da TRI (Teoria de Resposta ao Item). (Foto: Marcos Santos/ USP/Fotos Públicas)

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou há pouco o gabarito oficial das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2017, realizadas nos dias 5 e 12 de novembro. O gabarito pode ser visto no enem.inep.gov.br. Com o gabarito, os candidatos podem saber quantas questões acertaram.

Correção das provas

A correção das provas é feita usando a metodologia da TRI (Teoria de Resposta ao Item), em que o valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item.

Dessa forma, um item em que grande número dos candidatos acertarem será considerado fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. Já o estudante que acertar uma questão com alto índice de erros ganhará mais pontos por aquele item.

Por isso, não é possível calcular a nota final apenas contabilizando o número de erros e acertos em cada uma das provas. Dois candidatos que acertarem o mesmo número de questões podem ter pontuações diferentes. O estudante só tem como saber a nota final no Enem quando o resultado sair.

A correção é feita por meio de um sistema de reconhecimento no qual a Fundação Getulio Vargas e a Cesgranrio extraem os dados com as respostas das questões objetivas de cada participante, durante a etapa de digitalização. Por isso, é imprescindível que o preenchimento do cartão-resposta tenha sido realizado com caneta esferográfica de tinta preta. O Boletim de Desempenho deverá ser disponibilizado aos participantes em 19 de janeiro de 2018.

Abstenção

O segundo dia do Enem  2017 teve 32% de abstenção, a maior desde 2010. Houve uma alta de 3 pontos percentuais em sete anos. Em 2010, o índice de ausentes foi 28,8%. “A média histórica é em torno de 30%. O número que foi divulgado no primeiro dia, na revisão, chegamos a 29,8% e historicamente o primeiro dia tem menos abstenção que o segundo dia. Então, [a taxa de abstenção] repete um comportamento mais ou menos padrão de anos anteriores”, explicou o ministro da Educação, Mendonça Filho.

Em 2016, a abstenção foi de 31,2%, e no ano anterior, 27,6%. O recorde foi em 2009, com 37,7%, quando a prova foi furtada e precisou ser cancelada e remarcada.

Maioria não paga a taxa

Neste ano, 70% dos inscritos não pagaram a taxa de inscrição, no valor de R$ 82. Eles estavam enquadrados em três grupos que tinham direito à gratuidade: alunos do terceiro ano do ensino médio em escola pública; candidatos inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) e candidatos de famílias de baixa renda.

Segundo o ministro, Mendonça Filho, entre os ausentes deste ano, 38% não pagaram a taxa de inscrição. Entretanto, as medidas criadas pelo governo para tentar coibir este tipo de problema ainda não surtiram efeito.

Desde 2015, o MEC suspende a isenção de quem falta no exame e não apresenta uma justificativa. O candidato que prestar o Enem mais de três vezes sem pagar a taxa também perde o direito à gratuidade na quarta tentativa.

Neste ano, o Ministério da Educação também aumentou o rigor para os pedidos de isenção da taxa. Os estudantes que tinha direito à isenção por serem de famílias de baixa renda e que estejam cadastrados em sistemas de benefícios sociais do governo federal precisaram inserir mais documentos de identificação no sistema de inscrição do Enem.

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