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General Villas Bôas passa por traqueostomia em hospital no Distrito Federal

Procedimento foi realizado no Sírio Libanês, onde assessor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência está internado. Na foto, ele posou ao lado de Bolsonaro (E). (Foto: Marcos Correa/PR)

O assessor do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República, general Eduardo Villas Bôas, de 67 anos, passou por uma traqueostomia na tarde desta quarta-feira (09). O procedimento é indicado em casos onde é necessário a desobstrução das vias respiratórias.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (10), o GSI afirma que o procedimento foi realizado “com sucesso” e que não houve alteração no estado de saúde do general. “[Villas Bôas] está internado na UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e seu estado de saúde permanece estável”, diz trecho do boletim médico. As visitas estão restritas a familiares e, até o momento, não há previsão de alta.

Villas Bôas está internado desde domingo (06) no Hospital Sírio Libanês, em Brasília. O ex comandante do Exército sofre de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) – doença neuromotora de caráter degenerativo. Em março de 2017, o general divulgou que tem a doença. O anúncio foi feito em um vídeo publicado no YouTube.

Internação

O ex-comandante do Exército foi internado na noite de quarta-feira (02), no HFA (Hospital das Forças Armadas). Na quinta-feira (03) foi submetido a uma broncoscopia – exame para avaliar a capacidade dos pulmões.

Inicialmente, o GSI informou que havia previsão de alta para a última sexta-feira (4), o que não ocorreu.No domingo (6), o general foi transferido do HFA para a UTI do Hospital Sírio Libanês, para novos exames.

Traqueostomia
A traqueostomia é indicada em casos de internação prolongada. No procedimento, médicos fazem uma incisão no pescoço do paciente e, no local, inserem um tubo artificial (cânula) que auxilia na respiração mecânica.

General Villas Bôas

Nascido em Cruz Alta (RS), Eduardo Dias da Costa Villas Bôas ingressou no Exército em 1967. Em janeiro de 2015, ele passou a comandar a corporação, nomeado pela então presidente Dilma Rousseff.

Com a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro – iniciada em fevereiro de 2018 – e a utilização de homens das Forças Armadas na segurança do estado, o general passou a figurar com mais frequência no noticiário e a ocupar um espaço central no debate sobre segurança pública.