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Gleisi Hoffmann verbaliza a determinação de Lula ao dizer que Fernando Haddad deve ir a debates políticos

Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann estiveram com Lula na Superintendência da PF, durante a semana. (Foto: Joka Madruga/Agência PT)

Ao sair da sede da Superintendência da PF (Polícia Federal), de Curitiba, no Paraná, na sexta-feira, anunciando que o PT vai, a partir de agora, usar todos os instrumentos para colocar o candidato a vice-presidente Fernando Haddad em debates e sabatinas no lugar de Lula, a senadora e presidente nacional do Partidos dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, verbalizou a determinação passada pelo próprio ex-presidente ao longo de quase quatro horas de conversa.

Conforme destacou a Coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, Lula atuou para conter a ala que, para preservá-lo, queria esconder Haddad. Pragmático, disse que é hora de levar o bloco da campanha, com o ex-prefeito de São Paulo e com a deputada gaúcha Manuela d’Ávila, às ruas.

A manutenção da unidade dentro do PT se tornou um desafio constante desde a prisão de Lula, em abril, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente tem atuado de dentro da carceragem da Polícia Federal para dirimir as principais divergências da sigla. A posição de Haddad como vice provisório na chapa do petista é uma dessas questões.

Gleisi Hoffmann reiterou que o partido tomará as medidas necessárias para a participação do vice Fernando Haddad nos debates eleitorais, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneça impedido de participar. “Vamos tomar todas as medidas necessárias pra participação do Lula e, se não conseguirmos, para a participação do Haddad. Não queremos e não podemos ficar fora dos debates, em respeito ao povo brasileiro”, disse a senadora.

Haddad, que também visitou Lula, defendeu as prerrogativas do ex-presidente como candidato. “Se, de fato, como pensam nossos adversários, o Lula está fragilizado, por que impedi-lo de participar dos debates, se o código eleitoral garante sua participação expressamente?”, questionou Haddad.

De acordo com o ex-prefeito de São Paulo, Lula pediu para reiterar que tem o desejo de se expor, de participar dos debates e de enfrentar qualquer questionamento. “Como ele não tem o que perder, está completamente aberto a não ter nenhum tabu sobre abordar qualquer tema”, afirmou.

Mudança de planos

Na esperança de que o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda dê uma decisão favorável a Lula e o tire da prisão, o PT desistiu de fazer ato em frente à corte na próxima quarta-feira, quando levará a militância a marchar para registrar a candidatura do petista no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

elo cronograma inicial, os militantes caminhariam pela Esplanada dos Ministérios e parariam no Supremo para um ato. Agora, a marcha seguirá direto para o prédio do TSE. Não querem provocar o STF.

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