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Golpe engana servidores ao prometer a restituição de contribuições previdenciárias

Foram barradas as execuções de pagamentos das ações que transitaram em julgado, ou seja, quando não cabe mais recurso. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

A Secretaria de Previdência alerta que servidores públicos federais, estaduais e municipais estão sendo alvo de um golpe. Funciona da seguinte forma: o funcionário recebe uma carta pela qual e é informado de que tem direito a restituição de contribuições previdenciárias indevidas. Com dúvidas, a vítima liga para o número informado na mensagem, e um funcionário da suposta instituição pede o depósito de uma taxa para acelerar a liberação dos valores.

Geralmente, as correspondências são enviadas em nome de instituições fictícias, como a “União Nacional dos Servidores Público (sic) Federal (sic)” e a “Federação Nacional de Previdência Privada”. As mensagens costumam explicar que os funcionários receberão os valores por causa de uma intervenção da Secretaria de Previdência, o que teria levado à extinção dos referidos planos de previdência, dando origem à alegada restituição.

O cabeçalho da carta contém números de telefone da cidade de São Paulo. Ao ligar, o servidor é orientado a fazer um depósito bancário, supostamente para acelerar a liberação da restituição.

Após receber denúncias de funcionários públicos sobre o assunto, a Secretaria de Previdência esclarece que todos os serviços e valores a receber – quando realmente existentes – são um direito dos servidores, portanto, disponibilizados de forma gratuita. Nesses casos, não é necessário pagar taxas nem realizar depósitos para garantir restituições ou reembolsos.

Além disso, em nenhuma hipótese a Secretaria de Previdência entra em contato com servidores por meio de cartas ou faz qualquer tipo de cobrança para prestar atendimentos e serviços.

A recomendação para quem receber esse tipo de correspondência é procurar a Polícia Civil para o registro de boletim de ocorrência. Além disso, a secretaria lembra que a população não deve fornecer seus dados pessoais a terceiros, pois essas informações podem ser usadas para fins ilícitos.

Cibercriminosos

Em outro caso, cibercriminosos estão usando o nome do Banco Inter em uma página falsa no Facebook para aplicar golpes de phishing. Uma publicação impulsionada monetariamente pela página falsa busca roubar dados sensíveis de clientes do banco ao prometer aumento do limite do cartão de crédito.

O TecMundo alertou ao Banco Inter e ao Facebook sobre o golpe. As empresas responderam rapidamente e as páginas foram retiradas do ar. “Autenticidade é fundamental para o Facebook e não permitimos contas falsas ou Páginas fingindo ser uma entidade para a qual o usuário não tem autorização. Contamos com nossa comunidade para reportar conteúdos ou contas que possam violar nossas políticas. A Página foi removida da plataforma por violar os Padrões da Comunidade”, comentou o Facebook após o envio.

Ao clicar no link falso impulsionado pela página “Aumente seu Limite”, o usuário era redirecionado para um site falso que simulava perfeitamente o site oficial do Banco Inter. Por lá, eram exigidos dados pessoais de clientes, além de detalhes da conta corrente, e-mail com senha e número do celular.

Com essas informações em mãos, cibercriminosos poderiam invadir contas e sacar o dinheiro presente, por exemplo. Isso seria possível porque o Banco Inter utiliza uma autenticação de login ou transação via email ou SMS, não um token, segundo clientes do banco contatos pelo site TecMundo.

O Brasil é o país que mais sofre de golpes de phishing no mundo, segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky. A empresa afirmou que 30% dos internautas brasileiros sofreram ao menos uma tentativa de golpe em 2017 – 2018 ainda não acabou, mas o índice estava em 23% em agosto deste ano.

Caso você não saiba, phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que “metade do trabalho” é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma “pescaria”, o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis – normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima –, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

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