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O Google adota medidas para retirar conteúdo extremista do YouTube

Empresa vem sendo pressionada para remover discursos de ódio. (Foto: Reprodução)

O Google vai adotar mais medidas para identificar e remover conteúdo terrorista ou violência extremista do YouTube, sua plataforma de vídeos, informou a empresa no domingo (18).

A companhia disse que adotará uma posição mais dura em relação a vídeos contendo conteúdo religioso supremacista ou inflamatório, ao emitir alertas e não monetizar ou recomendá-los aos usuários, mesmo se os vídeos não violarem claramente os termos do site.

O Google ainda empregará mais recursos em engenharia e aumentará o uso de tecnologia para identificar vídeos extremistas, além de treinar novos classificadores de conteúdo para rapidamente identificar e remover esse tipo de material. “Embora nós e outros tenhamos trabalhado por anos para identificar e remover conteúdo que viola nossas políticas, a verdade desconfortável é que nós, como indústria, devemos reconhecer o que mais precisa ser feito”, disse Kent Walker, conselheiro-geral do Google.

A empresa expandirá a colaboração com grupos antiextremistas para identificar conteúdo que possa ser usado para radicalizar e recrutar extremistas. O Google ainda abordará potenciais recrutas da organização terrorista Estado Islâmico por meio de publicidade direcionada on-line e os redirecionará para vídeos antiterrorismo, em um esforço para fazê-los mudar de ideia.

Alemanha, França e Reino Unido, onde civis foram mortos e feridos em ataques por militantes islâmicos nos últimos anos, vinham pressionando o Facebook e outras empresas de mídia social, incluindo o Google e o Twitter a fazer mais para remover conteúdo militante e discursos de ódio.

Multa

O Google caminha para ser multado em mais de 1 bilhão de euros (R$ 3,7 bilhões pela cotação atual) pelas autoridades europeias, no que seria a primeira sanção de um importante órgão regulador global sobre o modo como a empresa norte-americana opera. A punição, que deve ser anunciada nas próximas semanas, envolve o mecanismo de comparação de preços de produtos Google Shopping.

A multa poderia chegar a 10% da receita anual da companhia, que ficou em US$ 90,27 bilhões no ano passado. Além disso, a decisão da Comissão Europeia deve incluir consequências duras para a companhia, como não apenas mudanças nas práticas de negócios da gigante do setor de tecnologia em seu serviço de compras, mas também em outros. A decisão da UE também poderia reforçar litígios privados que buscam indenização em tribunais nacionais por prejuízos

Para a União Europeia, a empresa abusou de sua liderança no mercado de buscas pela internet para dar maior visibilidade para o seu serviço. Até hoje, a maior multa aplicada para casos de abuso foi de 1 bilhão de euros, em 2009, contra a Intel, fabricante de microprocessadores.

A decisão, se confirmada, pode reavivar as tensões surgidas após a cobrança no ano passado de 13 bilhões de euros da Apple, acusada pelos europeus de sonegar impostos.

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