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Michel Temer anunciou a intervenção federal no Estado de Roraima. O governador eleito vai comandar o processo

Antonio Denarium (PSL) foi eleito no segundo turno com 53,34% dos votos. (Foto: Agência Brasil)

O governador eleito de Roraima, Antônio Denarium (PSL), foi escolhido pelo presidente Michel Temer para comandar o processo de intervenção anunciado na noite de sexta-feira, após o agravamento da crise financeira e de segurança pública no Estado da Região Norte.

Como a intervenção tem prazo até o dia 31 de dezembro e é integral (ou seja, alcança todas as áreas da unidade federativa), na prática a atual governadora Suely Campos está afastada definitivamente do cargo. A decisão do presidente foi anunciada em reunião com ministros no Palácio da Alvorada.

O emedebista disse, ainda, que convocará nesse fim-de-semana o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. O decreto de intervenção, segundo ele, deve vir em seguida. Com isso, o Brasil terá dois Estados sob intervenção federal. O outro é o Rio de Janeiro, com a medida aplicada somente na área de segurança pública.

Empresário, Denarium foi eleito no segundo turno com 53,34% dos votos válidos, contra o ex-governador José Anchieta, do PSDB, que alcançou 46,66%. Ele, que havia surpreendido ao reverter as projeções de pesquisas que apontavam o seu opositor na liderança, chegou a defender o fechamento da fronteira com a Venezuela.

Crise

A crise de Roraima foi agravada nas últimas horas porque agentes penitenciários do estado deixaram de trabalhar e policiais civis deflagraram paralisação de 72 horas em razão de meses de salários atrasados. Os policiais militares, que não podem fazer greve, receberam o apoio de suas esposas, que bloquearam as entrada e saída de batalhões como forma de protesto.

Temer conversou com Suely para argumentar que a intervenção federal foi a única saída para o problema. “Eu, há pouco, falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar essa questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse do novo governador”, disse o presidente em breve pronunciamento. “Ela acha que, de fato, a situação está se complicando e que a melhor solução seria essa. Com isso queremos pacificar as questões de Roraima.”

A intervenção federal no Estado já havia sido pedida pela PGR (Procuradoria-Geral da República), em virtude do risco de rebeliões em unidades prisionais. Em seu pedido, o órgão descreveu situações – baseadas em relatórios do Ministério Público Federal – como a falta de separação entre detentos de regimes aberto, semiaberto e fechado, o atraso no pagamento de salários de agentes penitenciários, o fornecimento de comida azeda e insuficiente aos presos e a falta de combustível destinado ao transporte de presos para audiências.

Recuperação fiscal

Nesse sábado, o governador eleito de Roraima e designado interventor do Estado participou da primeira reunião com o secretariado que vai assessorá-lo na intervenção. Ele planeja apresentar um plano de recuperação fiscal do Estado à União.

Segundo aliados, a expectativa é de que o conjunto de medidas seja apresentado a Michel Temer durante uma reunião no Palácio do Planalto, prevista para esta terça-feira.

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