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Mundo Governo argentino diz que março é o prazo limite para renegociar dívida

Chefe de gabinete de Fernández (foto) quer taxar bens e serviços comprados em dólar

Foto: Reprodução/Twitter
Presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández. (Foto: Reprodução/Twitter/@alferdez)

A Argentina tem até março para renegociar cerca de US$ 100 bilhões em dívida com detentores de bônus e outros credores, incluindo o FMI (Fundo Monetário Internacional), afirmou o chefe de gabinete do presidente Alberto Fernández em entrevista ao jornal La Nación. “O time econômico está negociando”, afirmou Santiago Cafiero na entrevista publicada neste domingo (15).

“Temos que tentar resolver as questões da dívida para que, fundamentalmente, se encaixem dentro de um programa macroeconômico sustentável”, disse Cafiero, acrescentando que está previsto que o novo ministro da Economia, Martín Guzmán, viaje aos Estados Unidos para reuniões com credores antes do final do ano.

Cafiero disse ao jornal argentino que o governo pretende impor, na segunda-feira (16), uma taxação de 20% sobre bens e serviços comprados em dólares americanos. A iniciativa visaria estabilizar o peso, que perdeu mais de 80% do seu valor ao longo dos últimos quatro anos, ajudando a levar a inflação para mais de 50% ao ano.

Para arrecadar recursos para o pagamento da dívida e para as despesas correntes, incluindo programas para aliviar a taxa de pobreza crescente, a Argentina anunciou no sábado um aumento da taxação das exportações de grãos.

“Entendemos as dificuldades que o campo teve por questões climáticas, entendemos que há muitos insumos que são em dólares, mas também temos que ser conscientes de que o governo de Macri teve uma desvalorização de mais de 500% e isso gera uma rentabilidade extraordinária”, disse Cafiero sobre a decisão de elevar as tarifas sobre exportações.

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