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Governo gaúcho aposta na extinção de empresas públicas e na privatização para sair da crise; oposição quer plebiscito

Governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori se reuniu com deputados aliados para debater a proposta. (Foto: Lucas Uebel/o Sul)

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), reuniu-se, na manhã desta quinta-feira (6), com os deputados da base aliada para definir as prioridades do pacote de medidas que será enviado para Assembleia para combater a difícil situação financeira do Estado.

Entre os projetos apontados estão a  extinção de algumas empresas públicas, privatização,  e um possível  ajuste fiscal.

Para o deputado Adão Villaverde (PT), da oposição, um governo é feito de opções. E as opções tomadas pelo atual governo agravam a crise.

“O problema se agrava pelas as opções [tomadas] pelo atual governo. Ele fez uma opção e vai tornar a crise incontrolável. Ele utiliza os servidores como ‘bode expiatório’, joga o problema na sociedade, cria uma comissão e se exime de sua tarefa como governador”, destacou o deputado.

Parlamentares da bancada do PT propuseram alternativas para a instabilidade que se instaurou. Uma delas foi o projeto de lei protocolado pela bancada petista e outros partidos de oposição, autorizando o governo a aumentar os saques dos depósitos judiciais de 85% para 95%. Essa medida permitiria que o governo sacasse 1 bilhão reais, o que garantiria o pagamento da folha do funcionalismo por três meses.

O governo declarou-se contrário, afirmando que os juros podem ser muito altos.

Villaverde também declarou que é contra a privatização e que, se fosse tomada essa medida, de vender as empresas públicas, em primeiro lugar, a sociedade deveria ser ouvida, com a realização de um plebiscito.