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Magazine Grandes nomes da música nos deixaram no ano que está chegando ao fim

George Michael foi um dos grandes nomes da música que faleceu em 2016. (Reprodução)

No dia 10 de janeiro de 2016, o mundo foi surpreendido pela notícia da morte de David Bowie – ele mantivera em segredo o câncer no fígado diagnosticado 18 meses antes. Em 25 de dezembro, veio o anúncio da morte de George Michael, que também causou espanto, por ele ter 53 anos. As despedidas que marcaram o início e o fim de 2016 sintetizam um ano cruel com grandes nomes da música. Prince, Leonard Cohen e George Martin foram alguns dos astros internacionais que morreram, lista que inclui os brasileiros Cauby Peixoto e Naná Vasconcelos.

Houve quem ponderasse que, por uma questão de idade, é natural a morte de representantes da geração revelada nos anos 1960 (ou mesmo antes), embora o argumento não contemple George Michael nem Prince. De qualquer forma, é forte a carga simbólica que pode ser atribuída a um ano com tantas despedidas na área da música.

A morte de Bowie, aliás, abriu o ano repleta de simbolismos. Ela se deu quase simultaneamente ao lançamento de “Black Star”, seu último disco, e do clipe de “Lazarus” (personagem bíblico ressuscitado por Jesus). No vídeo, que ganhou novos sentidos após a partida de Bowie, o músico aparece numa cama de hospital, cantando versos como “Olhe para cima, estou no céu/ Tenho cicatrizes que não podem ser vistas”.

Leonard Cohen também fez de seu álbum “You Want it Darker” uma espécie de despedida. Morto em novembro, ele lançou o disco no fim de outubro – com versos repletos de referências à morte, como “Estou deixando a mesa/ estou fora do jogo”.

Este foi também o ano em que o mundo se despediu da inventividade britânica, tão sensível quanto cerebral, de George Martin, o maestro dos Beatles. Martin marcou a história do pop com arranjos como os de “Eleanor Rigby” e “Strawberry Fields Forever”.

Outra mente inventiva (mas esta pernambucana) que partiu em 2016 foi Naná Vasconcelos. O percussionista morreu em março, encerrando uma carreira que inclui colaborações com músicos de áreas tão diversas quanto B.B King, Egberto Gismonti, Marisa Monte, Milton Nascimento e Caetano Veloso.

Tido como um gênio de sua geração, Prince morreu em abril. Seu legado foi – além de canções como “Nothing Compares 2 U”, “Purple Rain” e “Kiss” – o de provocar os limites entre o funk, o r&b, o soul e o rock. Sua musicalidade se equiparava à força de sua imagem: ao mesmo tempo extravagante e sincera.

Rock progressivo de luto
Astro que foi o primeiro (e talvez o maior no Brasil) a trabalhar com maestria o uso da imagem, Cauby Peixoto morreu em maio. Suas últimas produções não tinham o apelo de seus grandes momentos, mas sua voz seguia em forma – honrando uma carreira que atraiu fãs do porte de Chico Buarque, Maria Bethânia, Tom Jobim e Roberto Carlos, além de milhões de anônimos ao longo de décadas.

A morte aos 53 anos de George Michael fechou de forma marcante o ano. Certamente ainda havia muito por vir do artista, um talento raro, tanto como cantor quanto como compositor.

Outras vozes se calaram
A lista inclui a cantora de soul Sharon Jones, o compositor e cantor Vander Lee e dois fundadores de bandas célebres do rock progressivo: do Earth, Wind & Fire: Maurice White; e do King Crimson e do Emerson, Lake & Palmer: Greg Lake.

A música brasileira também lamentou as mortes do produtor Fernando Faro (criador do programa “Ensaio”, que documentou décadas da MPB), do artista gráfico Rogério Duarte (que fez as capas de álbuns clássicos da Tropicália), do percussionista Peninha (Barão Vermelho) e do inclassificável Daminhão Experiença. (AG)

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