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Haddad busca uma aproximação com a Igreja Católica e marcou uma visita a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

PT avalia que Jair Bolsonaro cresceu entre evangélicos e criou grupos para falar com religiosos. (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, visitará nesta quinta-feira (11) a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Brasília. Entre as estratégias da campanha previstas para o segundo turno, está estabelecer uma maior interlocução com a Igreja Católica.

Em reunião na terça-feira (9), o PT decidiu criar grupos temáticos para promover interlocução com diversos setores da sociedade. Entre esses grupos, há um para os católicos e outro para os evangélicos.

A avaliação dos petistas é que os pastores evangélicos contribuíram para o crescimento de Jair Bolsonaro (PSL) na reta final do primeiro turno. Haddad teria sido apresentado por esses líderes como criador do “kit gay” no tempo em que era ministro da Educação.

Na época, a bancada evangélica da Câmara apelidou de “kit gay” apostilas de combate à homofobia que o ministério pretendia distribuir a alunos do ensino médio. A distribuição não chegou a acontecer.

Para contrapor pregações contrárias nas igrejas evangélicas, Haddad deve destacar no segundo turno o histórico religioso de sua família. Seu avô paterno, Cury Habib Haddad, foi líder religioso no Líbano.

No primeiro turno das eleições, a CNBB se posicionou contra discursos de ódio e violência. Na segunda-feira (8), o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, pediu aos católicos que elejam candidatos “favoráveis à democracia”, em entrevista publicada pelo portal UOL.

“Temos duas candidaturas à Presidência, mas somos a favor é da democracia. O que pedimos é que o eleitor católico observe se os candidatos pregam mais ou menos democracia; se buscam a convivência fraterna com base da educação, no respeito e na justiça social, ou não – disse o bispo”, nessa entrevista.

CNBB

Depois de se posicionar publicamente no primeiro turno das eleições gerais no País contra discursos de ódio e violência, agora a CNBB pede ao eleitor católico que, ao escolher seus candidatos na votação de segundo turno, atente para aqueles que ajudem a preservar, e não a destruir, sistemas democráticos.

Em entrevista ao UOL nessa segunda-feira (8), o secretário-geral da entidade e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Steiner, afirmou que esse é um tema que os próprios padres podem abordar nas celebrações religiosas, com a ressalva de que, por lei, não podem se manifestar, nessas ocasiões, a respeito de candidaturas. Mesmo o posicionamento nas missas é orientado pelos bispos.

“Os padres não podem, pela legislação, defender um ou outro candidato, mas podem falar sobre a importância da preservação da democracia”, disse. “Quem orienta padres nas paróquias, entretanto, é o próprio bispo”, ressalvou.

 

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